Governo perde R$ 10,8 bilhões com imposto de dividendos, mas garante isenção do IR até R$ 5 mil

Arrecadação fraca no 1º semestre forçou o Fisco a rever a meta de 2026; alta em outros impostos vai cobrir o rombo no Orçamento

Poupança, a mais conhecida forma de investir dinheiro, é a que menos rende (Foto: Pexels)

A Receita Federal reduziu para R$ 17,2 bilhões a meta do IR sobre dividendos em 2026 após arrecadar só R$ 2,2 bilhões no primeiro semestre.

A cobrança do Imposto de Renda sobre dividendos não rendeu o que a Receita Federal esperava no começo de 2026. Com apenas R$ 2,2 bilhões arrecadados até junho, o governo teve que cortar em R$ 10,8 bilhões a estimativa para o ano.

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A nova meta agora é fechar 2026 com R$ 17,2 bilhões. Para conseguir esse valor, o Fisco precisa que as empresas acelerem o pagamento de lucros entre julho e dezembro, somando R$ 15 bilhões até o fim do ano.

Analistas do mercado financeiro, no entanto, consideram a projeção bastante otimista.

Por que a conta não fecha?

O Imposto de Renda sobre dividendos foi criado (Lei nº 15.270/2025) com um objetivo claro: cobrir a conta da isenção do IRPF para quem ganha até R$ 5 mil.

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Pela regra, o leão cobra 10% de imposto sobre os proventos de pessoas físicas, mas protege o pequeno investidor ao manter isentos os repasses de até R$ 50 mil por mês por empresa.

O que acontece com as contas públicas?

Apesar do tombo na arrecadação com dividendos, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, descartou qualquer risco de rombo nas metas fiscais de 2026.

A explicação é simples: a arrecadação total do Imposto de Renda subiu R$ 12,7 bilhões graças aos ganhos das petroleiras e de outros setores corporativos. Além disso, a equipe econômica trabalha com uma folga de segurança de R$ 10,8 bilhões na margem da meta do ano.