Dá para construir um império bilionário na saúde sem abrir capital na Bolsa de Valores? O Grupo Sabin provou que sim, consolidando-se como o laboratório gigante que nasceu em uma pequena sala de Brasília com apenas quatro funcionárias, e hoje fatura R$ 1,75 bilhão ao ano.
Essa arrancada mudou completamente o jogo na medicina privada brasileira. O crescimento acelerado colocou a rede no topo do mercado, integrando o grupo de empresas nascidas em Brasília que hoje faturam bilhões e desafiam os gigantes do setor de saúde tradicional com muita agressividade comercial.
O que impressiona aqui não são apenas os números frios, mas o tamanho da engrenagem, já são mais de 360 unidades espalhadas por 14 estados e o DF. A receita para crescer tanto envolveu a compra de 32 laboratórios de bairro e marcas regionais em menos de dez anos.
De trainee a presidente
A história da operação ganha traços bem humanos quando olhamos para a liderança de Lídia Abdalla, atual CEO do grupo. Ela começou na empresa em 1999 como bioquímica trainee e, após assumir o comando em 2014, multiplicou o tamanho do negócio em seis vezes.
Essa busca por agilidade e eficiência no laboratório privado conversa diretamente com os novos tempos digitais. O avanço da rede caminha lado a lado com as novas iniciativas de atendimento virtual e desburocratização que buscam facilitar a vida de pacientes que precisam de tratamentos rápidos no dia a dia.
Para não perder espaço para a concorrência, a marca criou iniciativas modernas como o Skyhub e a plataforma Rita Saúde. A ideia é oferecer consultas virtuais e exames acessíveis para quem está sem plano de saúde e não pode esperar.
Negócio bilionário tocado por mulheres e com impacto social
Por trás dessa máquina comercial estão Janete Vaz e Sandra Soares Costa, duas bioquímicas que começaram a história em 1984.
Ambas dividiram os desafios da expansão desde aquela primeira sala comercial e criaram um ambiente com o que chamam de alma feminina, mulheres são 77% da equipe e 74% da chefia.
Esse jeito de conduzir os negócios trouxe grande reconhecimento para a dupla de fundadoras. Janete Vaz se tornou uma das principais referências de gestão do setor, enquanto Sandra Costa foi listada pela Forbes como uma das mulheres mais poderosas do Brasil.
No fechamento do último balanço, a estratégia combinou a meta de expansão comercial contínua com as ações do Instituto Sabin, que já realizou atendimentos gratuitos para mais de um milhão de pessoas.
O grupo mantém o plano de interiorização e consolidação para se firmar como o terceiro maior player de medicina diagnóstica do país.






