Novas regras do Pix entram em vigor e impõem limites em novos celulares

Banco Central reforça proteção contra fraudes com restrições em acessos não reconhecidos e ajustes nos valores de envio

Golpe do Pix cresce ano após ano

Clientes de bancos como Nubank, Caixa Econômica Federal e Itaú Unibanco podem ser impactados com a medida | Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

As novas regras de segurança do Pix, definidas pelo Banco Central do Brasil, já estão valendo e mudam a forma como transferências podem acontecer no dia a dia.

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Na prática, além de um controle maior sobre transações consideradas suspeitas, o sistema agora também limita operações feitas em celulares não reconhecidos — situação comum para quem troca de aparelho ou acessa a conta em outro dispositivo.

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Clientes de bancos como Nubank, Caixa Econômica Federal e Itaú Unibanco podem ser impactados pelas novas regras, especialmente em casos de comportamento fora do padrão.

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Bloqueio de até 72 horas em transações suspeitas

Uma das principais mudanças é o chamado bloqueio cautelar. Se o sistema identificar indícios de fraude, o valor recebido via Pix pode ficar retido por até 72 horas para análise.

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Não se trata de cancelamento automático, mas de uma pausa estratégica para evitar que o dinheiro circule rapidamente em casos suspeitos — algo comum em golpes.

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Pix com limite reduzido em celular novo

Outro ponto importante envolve o uso do Pix em aparelhos não cadastrados. Nesses casos, o sistema passa a aplicar limites mais baixos automaticamente, permitindo transferências de até R$ 200 por operação e um teto diário de R$ 1.000.

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Essas restrições permanecem até que o banco valide o dispositivo, liberando o uso completo aos poucos.

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Horário da transação também entra na regra

O período em que a transferência é feita também pesa. Durante a noite, geralmente entre 20h e 6h, há um teto padrão de R$ 1.000 para envios.

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A lógica é simples: reduzir riscos em horários mais vulneráveis, quando ocorrem crimes como sequestros-relâmpago.

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Objetivo é frear golpes e aumentar segurança

Segundo o Banco Central, as mudanças fazem parte de um pacote nacional para reforçar a segurança do sistema e padronizar a resposta dos bancos a movimentações suspeitas.

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Caso precise, o cliente pode pedir ajuste nos limites, mas a liberação depende das regras internas de cada instituição.