Congresso avança na discussão de novos pisos salariais; veja quais profissões estão na fila

Deputados e senadores discutem nacionalizar salários de outras funções, como profissionais da saúde e limpeza urbana

A antecipação do 13º salário do INSS 2026 injetará cerca de R$ 78,2 bilhões na economia brasileira no primeiro semestre. A medida visa estimular o consumo das famílias e movimentar os setores de varejo e serviços no segundo trimestre. Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Congresso aprovou recentemente o valor de R$ 5.130,63 para os professores da educação básica Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A votação do novo piso salarial dos professores no Senado gerou uma movimentação direta na tramitação de propostas de outros setores no Congresso Nacional.

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Profissionais de diferentes áreas, que englobam desde a saúde até os serviços urbanos, acompanham o andamento de projetos que buscam fixar vencimentos mínimos nacionais tanto para o setor público quanto para o privado.

Atualmente, mais de 150 profissões possuem propostas de pisos nacionais em análise no Legislativo. A articulação ganhou ritmo após os senadores confirmarem o valor de R$ 5.130,63 para os professores da educação básica.

A decisão ocorreu por meio do Projeto de Lei de Conversão nº 4/2026. O texto já foi enviado para a análise do Executivo.

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A medida sobre o magistério motivou sindicatos e frentes parlamentares a buscarem celeridade para os projetos de outras categorias.

O debate ganha força em um período onde as projeções econômicas indicam que o salário mínimo nacional deve passar por reajustes progressivos nos próximos anos, alterando os parâmetros de remuneração da base do mercado de trabalho.

Novo piso na saúde após período de defasagem

Para os médicos e cirurgiões-dentistas, a regulamentação tramita por meio do Projeto de Lei nº 1.365/2022.

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O texto foi aprovado na Comissão de Assuntos Sociais do Senado e fixa o piso em R$ 13.662,00 para a jornada de 20 horas semanais.

A proposta também prevê a correção anual dos valores com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Segundo dados do Conselho Federal de Medicina (CFM) apresentados em audiências, o piso legal da categoria não passava por revisão estrutural desde 1960.

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O projeto, que agora segue para avaliação na Câmara dos Deputados, estabelece ainda um intervalo de dez minutos de descanso a cada 90 minutos de trabalho e regras para o pagamento de horas extras.

Piso nacional e regras para a limpeza urbana

Os trabalhadores da limpeza urbana e garis são representados pelo Projeto de Lei nº 4.146/2020.

Em votação recente na Câmara dos Deputados, houve o aval para a fixação do vencimento inicial em R$ 3 mil para a categoria, considerando uma jornada de trabalho estabelecida em 40 horas semanais.

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A matéria foi encaminhada para o Senado, onde aguarda inclusão na pauta de votações.

A justificativa técnica do projeto apresenta dados da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), que indicam uma média de dez mil registros anuais no setor.

Em razão disso, a proposta inclui a obrigatoriedade do pagamento de adicional de insalubridade em grau máximo, fixado em 40%, além do direito à aposentadoria especial para os profissionais.

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Negociações e posicionamento das entidades

O andamento dos projetos no Legislativo reflete posições distintas entre as entidades representativas e os gestores.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) informou que o índice de 5,4% atende aos critérios da política de valorização.

A Federação Nacional dos Médicos (FENAM) aponta que o piso em discussão serve como uma referência de proteção jurídica.

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No setor de limpeza urbana, as lideranças sindicais defendem que a instituição de um piso nacional é um mecanismo necessário.

A medida visa reduzir a diferença de rendimentos entre os municípios de menor porte e as capitais, onde os salários de base costumam seguir o piso regional.

Orçamento e andamento das propostas

O governo federal monitora o impacto fiscal que a instituição das novas obrigações salariais pode causar nas finanças de estados e municípios.

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Para dar sustentabilidade ao piso dos médicos, o texto prevê o uso de recursos de complementação do Fundo Nacional de Saúde (FNS).

Na educação, o Ministério da Educação realizou ajustes nos critérios do Fundeb para acomodar as mudanças.

Os servidores públicos federais do Executivo possuem reajustes previstos pela Lei nº 15.141/2025.

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Já os projetos dos profissionais de saúde e da limpeza urbana dependem do cronograma das comissões de Constituição e Justiça.

As propostas ainda precisam passar por votações em plenário na Câmara e no Senado antes de seguirem para sanção.