O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), afirmou nesta quinta-feira (8/1) que o piso salarial dos professores terá reajuste real em 2026.
De acordo com ele, o governo federal deve anunciar ainda em janeiro mudanças na forma de cálculo do aumento. A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais.
Segundo o ministro, a alteração foi definida após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Fernando Haddad (Fazenda).
Atualmente, a regra em vigor prevê um reajuste de apenas 0,37% para o próximo ano. Para Camilo, esse percentual não atende às demandas da categoria.
A expectativa do Ministério da Educação é formalizar as mudanças até a próxima quinta-feira (15/1), por meio de uma medida provisória.
A medida provisória tem força de lei a partir da publicação, mas precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional para continuar válida após 120 dias.
Hoje, o piso nacional do magistério é calculado com base na Lei do Magistério, de 2008.
Forma de cálculo do piso dos professores
Caso o índice atual fosse mantido, o reajuste em 2026 seria de R$ 18,10, elevando o valor para R$ 4.867,77 para professores da educação básica com jornada de 40 horas semanais.
Esse percentual ficaria abaixo da inflação prevista. Segundo projeções do Banco Central, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2025 deve encerrar o ano em torno de 4%.
O modelo de correção é alvo de questionamentos por parte de entidades representativas dos professores.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação defende mudanças que garantam ganho real ao piso salarial ao longo dos anos.
A discussão sobre o reajuste ocorre em meio a incertezas enfrentadas por estados e municípios.
Desde o começo da semana, o atraso na definição do novo piso tem afetado o planejamento financeiro das redes de ensino, dificultando a elaboração de orçamentos e a organização do ano letivo, especialmente no início do exercício fiscal.
