Piso dos professores terá novo cálculo após atraso e críticas ao índice atual

Governo federal deve anunciar ainda em janeiro mudanças na forma de cálculo do aumento do salário

Regra em vigor prevê um reajuste de apenas 0,37% para o próximo ano

Regra em vigor prevê um reajuste de apenas 0,37% para o próximo ano | Gastão Guedes/Governo do Estado

O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), afirmou nesta quinta-feira (8/1) que o piso salarial dos professores terá reajuste real em 2026.

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De acordo com ele, o governo federal deve anunciar ainda em janeiro mudanças na forma de cálculo do aumento. A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais.

Segundo o ministro, a alteração foi definida após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Fernando Haddad (Fazenda).

Atualmente, a regra em vigor prevê um reajuste de apenas 0,37% para o próximo ano. Para Camilo, esse percentual não atende às demandas da categoria.

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A expectativa do Ministério da Educação é formalizar as mudanças até a próxima quinta-feira (15/1), por meio de uma medida provisória.

A medida provisória tem força de lei a partir da publicação, mas precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional para continuar válida após 120 dias.

Hoje, o piso nacional do magistério é calculado com base na Lei do Magistério, de 2008.

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Forma de cálculo do piso dos professores

Caso o índice atual fosse mantido, o reajuste em 2026 seria de R$ 18,10, elevando o valor para R$ 4.867,77 para professores da educação básica com jornada de 40 horas semanais.

Esse percentual ficaria abaixo da inflação prevista. Segundo projeções do Banco Central, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2025 deve encerrar o ano em torno de 4%.

O modelo de correção é alvo de questionamentos por parte de entidades representativas dos professores.

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A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação defende mudanças que garantam ganho real ao piso salarial ao longo dos anos.

A discussão sobre o reajuste ocorre em meio a incertezas enfrentadas por estados e municípios.

Desde o começo da semana, o atraso na definição do novo piso tem afetado o planejamento financeiro das redes de ensino, dificultando a elaboração de orçamentos e a organização do ano letivo, especialmente no início do exercício fiscal.