Pix na mira dos golpistas: saiba como se proteger

Entenda os principais tipos de fraude e veja como proteger seu dinheiro no dia a dia

Golpe do Pix cresce ano após ano

Golpe do Pix cresce ano após ano | Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Os golpes envolvendo o Pix vêm se tornando cada vez mais comuns no Brasil, aproveitando a rapidez das transferências instantâneas para enganar pessoas desavisadas.

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Com o crescimento das fraudes digitais, compreender como esses esquemas funcionam é fundamental para proteger tanto o seu dinheiro quanto seus dados pessoais, ainda mais em um cenário em que o Pix faz parte da rotina de milhões de brasileiros.

As armadilhas vão desde comprovantes falsificados até clonagem de contas, mas todas têm algo em comum: a tentativa de realizar transferências rápidas, quase sempre sem possibilidade de reversão imediata.

De acordo com a Serasa Experian, conhecer os métodos mais usados pelos criminosos é o primeiro passo para evitar prejuízos. A seguir, você confere os principais golpes e orientações práticas para se proteger.

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Principais formas do golpe

  • Pix agendado: o criminoso agenda uma transferência, envia um comprovante aparentemente válido e cancela a operação antes da conclusão, levando a vítima a devolver um valor que nunca foi recebido.
  • Robô do Pix: promete ganhos fáceis ao “multiplicar” o dinheiro enviado por meio de um suposto sistema automatizado, mas na prática funciona como um esquema fraudulento.
  • Comprovante falso: utiliza imagens manipuladas de aplicativos bancários para dar a impressão de que um pagamento foi feito, quando na verdade nada foi transferido.
  • Pix errado: o golpista faz uma transferência de baixo valor e, em seguida, pede a devolução para uma chave diferente, ficando com o dinheiro enviado pela vítima.
  • WhatsApp clonado: a conta da vítima é invadida ou clonada, e os criminosos passam a pedir dinheiro aos contatos, geralmente alegando urgência.
  • Perfil falso no WhatsApp: são criadas contas com foto e nome de pessoas conhecidas para enganar amigos e familiares e solicitar transferências.

Como identificar fraudes

Uma das principais estratégias dos golpistas é criar um clima de urgência, com mensagens que apelam para emoções ou situações emergenciais. Por isso, desconfie de pedidos apressados e sempre confirme a identidade da pessoa por outro meio, como uma ligação.

Também é importante evitar clicar em links recebidos por SMS, e-mail ou aplicativos de mensagens, especialmente quando solicitam códigos de verificação. Outro sinal de alerta é quando uma suposta transação comercial é direcionada para um CPF de pessoa física.

Medidas imediatas se for vítima

Caso perceba que caiu em um golpe, interrompa imediatamente o contato com o suspeito e comunique seu banco o quanto antes. Assim, é possível acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED), que pode ajudar na recuperação de parte do valor.

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Além disso, registre um boletim de ocorrência para formalizar a situação. Evite fazer novas transferências ou fornecer mais informações, e acompanhe de perto sua conta bancária para identificar qualquer movimentação incomum.

Dicas de proteção diária

Adotar medidas simples no dia a dia pode fazer toda a diferença. Configure limites de valor para o Pix, principalmente durante a noite, e utilize sempre a função oficial de devolução ao precisar reembolsar alguém.

Outra recomendação importante é ativar a verificação em duas etapas no WhatsApp, o que dificulta tentativas de clonagem. Também vale evitar QR Codes de origem desconhecida e promessas de dinheiro fácil nas redes sociais.

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Para reforçar a segurança, serviços de monitoramento podem alertar sobre movimentações suspeitas ligadas ao seu CPF.