O governo dos Estados Unidos deixou de fora do novo pacote de tarifas contra produtos brasileiros itens importantes da pauta de exportação do País, como suco de laranja, café e carne bovina.
A lista de exceções foi divulgada nesta terça-feira (2/6), junto com o anúncio da sobretaxa de 25% sobre uma série de produtos brasileiros.
Segundo o governo americano, foram excluídos da medida produtos considerados essenciais para a economia dos Estados Unidos, itens com risco de gerar escassez no mercado interno e mercadorias que não podem ser produzidas em território americano em escala suficiente.
Quais produtos ficaram de fora
Entre os alimentos isentos estão laranja, suco de laranja, tomate, mandioca, castanha-do-pará, castanha de caju, banana, manga, abacaxi, coco e goiaba.
No setor de bebidas, ficaram de fora o café torrado e descafeinado, além de extratos, essências e concentrados à base de café. Também foram incluídos chá, erva-mate e especiarias.
A lista contempla ainda carnes bovinas frescas, congeladas ou resfriadas, além de cortes processados, miúdos, carne seca e produtos defumados.
Minérios, medicamentos e aviação também foram poupados
O governo americano também excluiu da sobretaxa produtos minerais e energéticos, como minério de ferro, manganês, cobre, alumínio, carvão, petróleo bruto e gás natural.
Na área farmacêutica, ficaram isentos determinados medicamentos, vacinas, vitaminas e produtos com antibióticos.
Já o setor de aviação civil teve uma ampla lista de componentes preservados da medida, incluindo motores de turbina, sistemas de radar, assentos e peças utilizadas na fabricação e manutenção de aeronaves.
Ouro, prata, moedas, celulose, papéis específicos e madeiras tropicais também aparecem entre os produtos poupados.
Próximos passos
A decisão ainda passará por uma nova etapa de análise. O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) abrirá uma consulta pública para receber manifestações do setor privado.
Após essa fase, será elaborado um relatório final, cuja publicação está prevista para ocorrer até 15 de julho.
Embora a lista divulgada seja preliminar, a medida aumenta a pressão comercial entre os dois países.
A decisão final sobre a aplicação das tarifas caberá ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
