Terceiro maior aeroporto do Brasil será leiloado por quase R$ 1 bilhão

Expectativa é que o novo contrato impulsione investimentos, melhore a gestão e amplie a capacidade operacional do terminal

Também estão previstos cerca de 1.990 voos, entre pousos e decolagens, alta de 13% sobre 2025

Ao menos seis empresas já demonstraram interesse na concessão, que faz parte da estratégia do Governo Federal para modernizar o terceiro maior aeroporto do Brasil | Divulgação/RIOGaleão

O aeroporto internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, será leiloado no dia 30 de março, com lance mínimo de R$ 932 milhões.

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Ao menos seis empresas já demonstraram interesse na concessão, que faz parte da estratégia do Governo Federal para modernizar o terceiro maior aeroporto do Brasil em movimentação de passageiros.

A expectativa é que o novo contrato impulsione investimentos, melhore a gestão e amplie a capacidade operacional do terminal, que voltou a crescer após anos de queda no fluxo de passageiros.

Leilão mira modernização do Galeão

Para atrair investidores, o Governo Federal realizou um roadshow com o mercado, no qual apresentou os ativos do aeroporto e as diretrizes do novo modelo de concessão. A iniciativa foi conduzida pelo Ministério de Portos e Aeroportos, em parceria com a Secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

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Além disso, está prevista uma sessão pública de esclarecimentos em 26 de fevereiro, etapa considerada fundamental para tirar dúvidas técnicas e jurídicas das empresas interessadas.

Atualmente, a administração do Galeão é compartilhada: 51% da operação pertence a um consórcio de investidores da Singapura e da França, enquanto a Infraero detém 49%. Com o novo leilão, esse modelo será encerrado.

A empresa vencedora da disputa passará a controlar 100% da operação do aeroporto, fator visto pelo mercado como um dos principais atrativos da concessão, ao garantir maior autonomia na tomada de decisões e nos investimentos.

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Movimento crescendo

Em 2025, o Galeão registrou a movimentação de 17,5 milhões de passageiros, desempenho considerado expressivo. A projeção é que o terminal ultrapasse a marca de 20 milhões de usuários nos próximos anos, caso haja ampliação de rotas e melhoria na infraestrutura.

A concessão terá validade até 2039 e prevê o pagamento de uma contribuição variável anual de 20% sobre a receita bruta, além do valor pago à vista no leilão.

Apesar do cenário de recuperação, especialistas alertam que o sucesso do novo modelo dependerá da capacidade técnica e financeira da concessionária vencedora. A avaliação é que uma gestão experiente será decisiva para evitar problemas operacionais e garantir a consolidação do Galeão como principal hub aéreo do Rio de Janeiro.