A nova tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte das importações brasileiras começa a valer em 22 de julho e atingirá diversos produtos industriais e agrícolas exportados pelo Brasil.
Entre os produtos que passarão a pagar a sobretaxa estão:
- Açúcar de cana;
- Etanol;
- Pneus para automóveis, caminhões e ônibus;
- Gasolina;
- Óleo combustível (fuel oil);
- Carregadeiras;
- Transformadores elétricos;
- Tratores de esteira (bulldozers);
- Motoniveladoras;
- Tabaco em folhas;
- Portas de madeira;
- Madeira serrada;
- Madeira compensada;
- Calçados de couro;
- Granito;
- Pedras trabalhadas;
- Matérias proteicas;
- Chapas de alumínio.
O que ficou de fora
Por outro lado, alguns dos principais produtos vendidos pelo Brasil ao mercado americano ficaram de fora da nova cobrança. Confira:
- Petróleo bruto;
- Café em grão;
- Aeronaves;
- Carne bovina;
- Celulose;
- Suco de laranja;
- Ferro-gusa;
- Ferro-nióbio;
- Minério de ferro;
- Combustíveis de aviação;
- Partes de turbinas;
- Silício;
- Couro bovino;
- Mel;
- Café solúvel;
- Hidróxido de alumínio.
Balanço das importações do EUA com o Brasil
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), os Estados Unidos importaram US$ 37,7 bilhões (cerca de R$ 192,7 bilhões) em produtos brasileiros em 2025. Os dez principais itens exportados responderam por quase metade desse valor e, em sua maioria, permaneceram isentos da nova tarifa.
A sobretaxa foi aplicada com base na Seção 301 da legislação comercial americana. Ainda não está totalmente definido se ela será acumulada com a tarifa global temporária de 10% adotada anteriormente pelos Estados Unidos, o que pode elevar a cobrança total para alguns produtos.
Além disso, o governo americano mantém outra investigação em andamento que poderá resultar em novas tarifas sobre exportações brasileiras.
