Governo Trump confirma tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros após investigações

EUA decidiram sobre aumento das tarifas após análises sobre práticas comerciais brasileiras

Lula voltou a convidar o seu homólogo norte-americano durante encontro na Malásia/Ricardo Stuckert/PR

Lula e Trump se encontraram na Malásia e conversaram sobre possíveis tarifaços ao Brasil (Crédito: Ricardo Stuckert/PR)

O governo Trump, por meio do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), anunciou na noite desta quarta-feira (15/7) a imposição de tarifas de 25% sobre uma série de produtos brasileiros exportados aos EUA.

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A decisão, chancelada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, ocorre após o fim da investigação sobre práticas comerciais brasileiras consideradas injustas pelos EUA.

Embora não tenha sido divulgada uma lista final com a quantidade e o detalhamento dos produtos alvo das tarifas, o governo dos EUA afirmou que café e carne bovina ficaram fora da cobrança adicional, enquanto o etanol será incluído.

O governo brasileiro não se pronunciou até o fechamento desta matéria.

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Lula afirmou há dois dias que não haveria tarifaço

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nessa segunda-feira (13/7) que “não haveria tarifaço” dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

A afirmação de Lula ocorreu após questionamento da TV Vanguarda na saída de um evento de lançamento de uma turbina movida a etanol, em São José dos Campos, no interior de SP.

Governo Lula criticou presença de Flávio Bolsonaro em audiência nos EUA

O governo Lula (PT), por meio de nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social na terça-feira (7/7), fez duras críticas ao senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), por sua participação na audiência pública realizada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), aberta à participação do setor privado e da sociedade civil para discutir a imposição de tarifas contra o Brasil.

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Na nota, o governo acusa Flávio de “legitimar os resultados de uma investigação injusta contra empresários e trabalhadores” do Brasil.

“O senador não negou que a campanha promovida por sua família e seus aliados esteve na origem do tarifaço contra o Brasil. Tampouco aproveitou a audiência de hoje para reconhecer que errou ao contrariar os interesses do povo brasileiro”, dizia parte do comunicado.

“O senador defendeu a revogação de decretos brasileiros que previnem a circulação de conteúdos criminosos e enfrentam a violência contra mulheres no ambiente digital. Isso só interessa a dois grupos: quem lucra com o caos e quem precisa dele para cometer crimes”, completou a nota.

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O governo diz ainda que enquanto Flávio “tentava politizar as relações entre o Brasil e os Estados Unidos”, setores do próprio governo brasileiro “mantinham reunião com técnicos do USTR para desfazer o tarifaço contra o Brasil”.