O governo Trump, por meio do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), anunciou na noite desta quarta-feira (15/7) a imposição de tarifas de 25% sobre uma série de produtos brasileiros exportados aos EUA.
A decisão, chancelada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, ocorre após o fim da investigação sobre práticas comerciais brasileiras consideradas injustas pelos EUA.
Embora não tenha sido divulgada uma lista final com a quantidade e o detalhamento dos produtos alvo das tarifas, o governo dos EUA afirmou que café e carne bovina ficaram fora da cobrança adicional, enquanto o etanol será incluído.
O governo brasileiro não se pronunciou até o fechamento desta matéria.
Lula afirmou há dois dias que não haveria tarifaço
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nessa segunda-feira (13/7) que “não haveria tarifaço” dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
A afirmação de Lula ocorreu após questionamento da TV Vanguarda na saída de um evento de lançamento de uma turbina movida a etanol, em São José dos Campos, no interior de SP.
Governo Lula criticou presença de Flávio Bolsonaro em audiência nos EUA
O governo Lula (PT), por meio de nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social na terça-feira (7/7), fez duras críticas ao senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), por sua participação na audiência pública realizada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), aberta à participação do setor privado e da sociedade civil para discutir a imposição de tarifas contra o Brasil.
Na nota, o governo acusa Flávio de “legitimar os resultados de uma investigação injusta contra empresários e trabalhadores” do Brasil.
“O senador não negou que a campanha promovida por sua família e seus aliados esteve na origem do tarifaço contra o Brasil. Tampouco aproveitou a audiência de hoje para reconhecer que errou ao contrariar os interesses do povo brasileiro”, dizia parte do comunicado.
“O senador defendeu a revogação de decretos brasileiros que previnem a circulação de conteúdos criminosos e enfrentam a violência contra mulheres no ambiente digital. Isso só interessa a dois grupos: quem lucra com o caos e quem precisa dele para cometer crimes”, completou a nota.
O governo diz ainda que enquanto Flávio “tentava politizar as relações entre o Brasil e os Estados Unidos”, setores do próprio governo brasileiro “mantinham reunião com técnicos do USTR para desfazer o tarifaço contra o Brasil”.
