Alexandre Pires é alvo de nova operação da PF que investiga lavagem de dinheiro ligada ao garimpo ilegal

Cantor está entre os alvos da segunda fase da Operação Disco de Ouro, que cumpre mandados e investiga uma organização criminosa

No domingo (24/5), quem encerra a programação do gênero na região central é Alexandre Pires, às 18h30. Foto: Tom Zé/AgNews

Alexandre Pires/ Zé/AgNews

O cantor Alexandre Pires é um dos alvos da segunda fase da Operação Disco de Ouro, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (23/9). A investigação apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de envolvimento em lavagem de capitais, falsidade ideológica e outros crimes de caráter transnacional.

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Segundo a PF, o grupo investigado também estaria relacionado ao financiamento e à logística do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami. Nesta quarta, os agentes cumprem 12 mandados de busca e apreensão, além de 17 ordens judiciais para sequestro de bens e valores, expedidas pela Justiça Federal.

As investigações apontam que mais de US$ 48 milhões teriam sido movimentados e ocultados por meio de empresas brasileiras e estrangeiras, operações financeiras internacionais, contas de terceiros e mecanismos informais de compensação financeira.

De acordo com a PF, pessoas físicas e jurídicas também teriam sido utilizadas para pulverizar os recursos e dificultar o rastreamento do dinheiro.

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O que diz a defesa de Alexandre Pires

Em nota, a defesa do cantor afirmou que a relação profissional entre Alexandre Pires e o empresário Matheus Possebon se limitava à intermediação da venda de shows do artista.

Não houve qualquer outra relação jurídica ou comercial entre Alexandre Pires e Matheus Possebon além daquela diretamente ligada à atividade artística do cantor.

A defesa também declarou que eventuais fatos investigados pela Polícia Federal que estejam fora desse contexto seriam relacionados exclusivamente a atos atribuídos ao empresário e praticados fora de sua atuação como intermediador dos shows de Alexandre Pires.

Por fim, os advogados afirmaram que o cantor segue sua vida pessoal e profissional e que confia no esclarecimento dos fatos.

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Investigação começou em 2023

A operação desta quarta-feira é um desdobramento da primeira fase da Operação Disco de Ouro, realizada em dezembro de 2023. Na ocasião, Alexandre Pires foi alvo de uma medida de busca e apreensão enquanto estava em um cruzeiro onde realizava shows em Santos, no litoral de São Paulo.

Agora, a Polícia Federal investiga possíveis ilícitos relacionados à cadeia de comercialização e exportação de minério. A apuração também envolve o uso de documentação ideologicamente falsa para dar aparência de regularidade às operações.

Os investigados poderão responder, conforme a participação atribuída a cada um, por crimes como lavagem de capitais, organização criminosa, falsidade ideológica e operação irregular de instituição financeira, além de outros delitos que eventualmente sejam identificados durante o andamento das investigações.

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Segundo a PF, as medidas realizadas nesta quarta têm o objetivo de reunir novas provas, interromper as atividades investigadas e recuperar ativos que possam estar relacionados aos crimes apurados.