Conheça “Odisseia”: poema clássico que domina as telas de cinema com nova tecnologia e elenco de peso

Conheça a história real e os segredos ocultos da Odisseia, o clássico de Homero que inspirou o épico estelar do cinema

Cena do filme "A Odisseia" de Christopher Nolan

Matt Damon como Odisseu no filme "A Odisseia" de Christopher Nolan / Reprodução / X / Universal

Baseado fielmente na estrutura criada por Homero há quase 2.800 anos, o filme dirigido pelo premiado cineasta Christopher Nolan chega aos cinemas no dia 16 de julho.

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A nova adaptação para o cinema conta com um elenco de estrelas, como Anne Hathaway, Zendaya, Tom Holland e Matt Damon.

Mesmo com a popularização da história em outras obras audiovisuais, a escrita de Homero ainda é um enigma para alguns fãs de cinema. Por isso, te contamos abaixo a história que dominará as telas de cinema.

A história de Odisseia

Para além das prateleiras, a Odisseia foi a obra que moldou quase todas as fábulas de aventura, fantasia e superação que consumimos atualmente. A escrita carrega junto a si segredos que revelam a evolução da contação de histórias ao longo do tempo.

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A grandiosidade do poema tem início na figura do próprio autor. Não há registros históricos de que Homero tenha realmente existido, ou tenha sido um único homem.

Sendo assim, Odisseia deve ser um compilado de narrativas orais que foram transmitidas ao longo de gerações por diferentes poetas, mas finalmente publicadas sob um único nome.

Odisseu, o protagonista da história, é um herói que se destaca não apenas pela força bruta, mas pela astúcia. Ao longo das batalhas contra os inimigos e da busca por salvar seus aliados, ele demonstra inteligência e perspicácia para enfrentar as adversidades de forma estratégica.

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A passagem mais dramática do herói acontece na volta do personagem à terra natal, Ítaca, após vinte anos de ausência. Disfarçado de mendigo para não ser assassinado pelos velhos inimigos, passa despercebido por todos, menos pelo cão Argos.

Abandonado e sem forças sobre um monte de esterco, o animal reconhece o dono, abana a cauda em um último esforço e morre em paz após ver que seu companheiro estava seguro.

Essa capacidade de misturar o espetacular com o profundamente humano que garantiu a eternidade da obra. Não é por acaso que, tantos séculos depois, o título do poema de Homero tenha abandonado as páginas da Grécia Antiga para se transformar em um substantivo universal: hoje, qualquer jornada longa, difícil e transformadora da nossa própria vida ainda é carinhosamente chamada de uma verdadeira odisseia.