Estruturas misteriosas no centro da Via Láctea com 25 mil anos-luz intrigam Nasa

Desde a descoberta, cientistas criam teorias para explicar origem de bolhas que pairam sobre a Via Láctea

Bolhas de Fermi descobertas pela Nasa

Bolhas de Fermi descobertas pela Nasa | Divulgação/Nasa

Em uma descoberta notável, cientistas do Telescópio Espacial de Raios Gama Fermi da Nasa (Agência Espacial dos Estados Unidos) identificaram duas misteriosas estruturas, que receberam o nome de Bolhas de Fermi. Elas se estendem por 25 mil anos-luz acima e abaixo do centro da Via Láctea.

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As bolhas emitem radiação gama e apresentam uma simetria intrigante, invisível a olho nu, sendo detectadas apenas por meio de observação especializada.

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Para tentar explicar o fenômeno, a Nasa diz que a formação das bolhas provavelmente envolva uma grande liberação de energia, mas as causas exatas ainda são desconhecidas.

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Veja nesta matéria da Gazeta imagens da Nasa que demonstram força do furacão Milton na Flórida.

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Origem e estrutura 

Desde 2010, quando as bolhas foram descobertas, hipóteses tentam dar conta de como e por que elas teriam se formado. Uma hipótese inicial sugere que as bolhas poderiam ser resíduos de matéria emitidos pelo buraco negro supermassivo no centro da galáxia, o Sagittarius A*.

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Os resíduos, segundo a teoria, possivelmente foram originados de uma explosão de partículas de alta energia. A Gazeta, inclusive, noticiou a descoberta do Porfírio, um buraco negro que criou estrutura maior que a Via Láctea

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Outra possibilidade é que as bolhas se formaram devido à intensa atividade estelar na região central, incluindo ventos estelares e supernovas. Além disso, nos últimos anos, novas teorias surgiram para tentar explicar essas estruturas, além da origem.

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Em 2023, por exemplo, pesquisadores da Universidade Metropolitana de Tóquio propuseram que ventos rápidos do buraco negro central poderiam ter aquecido o gás ao redor, gerando um choque reverso responsável pela formação das bolhas.

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A origem exata das Bolhas de Fermi, contudo, permanece em debate. Nesse sentido, a comunidade científica continua a explorar essas intrigáveis estruturas e a tentar responder muitas questões que ainda pairam sobre elas.