Fernanda Montenegro dá nome ao histórico teatro do Copacabana Palace

Homenagem em vida celebra a atriz que mais vezes ocupou o palco do espaço carioca ao longo de oito décadas de carreira

Sua ligação com o Copacabana Palace remonta a 1950, ano em que, naquele palco, estreou sua carreira profissional em As alegres canções na montanha (3200 metros de altitude)

Sua ligação com o Copacabana Palace remonta a 1950, ano em que, naquele palco, estreou sua carreira profissional em As alegres canções na montanha (3200 metros de altitude) | Bob Wolfenson/Divulgação

O Copacabana Palace, um dos endereços mais emblemáticos do Rio de Janeiro, abre um novo capítulo em sua história centenária ao rebatizar seu tradicional palco de espetáculos como Teatro Fernanda Montenegro. A mudança celebra, ainda em vida, a trajetória da artista que ajudou a consolidar o espaço como referência no cenário teatral do País.

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Aos 96 anos e com mais de oito décadas dedicadas às artes cênicas, com trabalhos entre teatro, cinema, televisão e rádio, Fernanda é a atriz que mais vezes ocupou o palco do hotel, acumulando também o maior número de temporadas da história do teatro.

Sua ligação com o Copacabana Palace remonta a 1950, ano em que, naquele palco, estreou sua carreira profissional em As alegres canções na montanha (3200 metros de altitude), sob direção de Ester Leão. Desde então, protagonizou montagens marcantes como Jezebel (1952), Mary Mary (1963), Qualquer quarta-feira (1964) e Plaza suíte (1970).

“Para o Copacabana Palace, é uma honra imensurável que nosso teatro leve o nome de Fernanda. Ela ajudou a construí-lo como um ícone da cultura brasileira. Rebatizá-lo é celebrar o passado, o presente e o futuro da nossa arte”, afirma Ulisses Marreiros, Diretor da Belmond, grupo que coordena o Copacabana Palace, no Brasil.

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A oficialização do novo nome ocorreu na última quarta-feira (1º/4), durante uma edição especial do “Copa Art Talks”, série dedicada a discussões sobre arte contemporânea, cultura e sustentabilidade. Na ocasião, Fernanda Montenegro participou de uma conversa no palco com a jornalista Marina Caruso, refletindo sobre o tempo como compasso da vida.

Como desdobramento da homenagem, a atriz retorna ao teatro entre os dias 3 e 5 e de 17 a 19 de abril, com leituras dramatizadas de textos de Nelson Rodrigues e Simone de Beauvoir, em apresentações que propõem um encontro mais íntimo com o público.

O teatro

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Inaugurado em 1949 com a peça A Mulher do Próximo, de Abílio Pereira de Almeida, o teatro atravessou momentos marcantes ao longo das décadas. Após ser atingido por um incêndio em 1953, foi reconstruído e reaberto no ano seguinte com Diálogos das Carmelitas. Fechado em 1994, o espaço passou por um longo processo de revitalização iniciado em 2018, culminando na reabertura em novembro de 2021.

Ao longo de sua trajetória, o palco recebeu algumas das mais importantes companhias do País, como o Teatro Brasileiro de Comédia e a companhia de Maria Della Costa, além de nomes consagrados como Paulo Autran, Tônia Carrero, Renata Sorrah, Marieta Severo, Cacilda Becker, Cleyde Yáconis, Henriette Morineau, Procópio Ferreira, Susana Vieira, Bibi Ferreira, Marília Pêra, Jorge Dória e Vera Holtz, artistas que ajudaram a construir a relevância histórica do espaço, agora eternizada no nome de uma de suas maiores protagonistas.