A 4ª edição do Festival Vórtice entra em cartaz no próximo sábado (31/5), a partir das 14h, no Espaço República, em São Paulo. Serão expostas obras de mais de 120 artistas de sete países.
A curadoria, assinada por Leonardo Maciel e Paulo Cibella, mantém a linha das edições anteriores para destacar obras que passam por uma resistência em outros espaços expositivos.
No próximo mês, ocorrerá a maior parada LGBTQ+ do mundo, em São Paulo, o evento mais importante para a comunidade.
Os ingressos serão emitidos pela plataforma Sympla e podem ser obtidos por meio da doação de 1 kg de alimento, que será destinado a instituições de acolhimento LGBTQ+, ou por R$ 15, dinheiro que será revertido para o projeto.
Na mostra, há diversas linguagens artísticas, como pintura, escultura, fotografia, ilustração, gravura, cinema, videoarte, publicações e performances. Todas as obras estão à venda e podem ser adquiridas diretamente pela galeria online do Vórtice Cultural.
Destaques do Festival
Entre os nomes de destaque do 4º Festival Vórtice estão:
- Slava Mogutin (Rússia), artista multimídia e ativista exilado, cuja obra provocadora aborda sexualidade, identidade e dissidência queer por meio da fotografia, performance e literatura;
- Marcelo Caetano (MG), diretor do filme “Baby” (2024) — premiado 28 vezes e exibido em mais de 80 festivais, incluindo a Semana da Crítica em Cannes;
- Fernando Carpaneda (DF), um dos primeiros artistas brasileiros a tratar sistematicamente de temas homoeróticos nas artes plásticas, com obras leiloadas na Sotheby’s e reconhecimento do The Arkell Museum (Nova York);
- Rafael Mesquita (Brasil), que participa com trabalhos que exploram identidade, emoções e vivências LGBT+ de forma expressiva e intimista.
O projeto é uma iniciativa artística independente com total autonomia curatorial, dedicada à formação, desenvolvimento profissional e internacionalização de artistas, além da difusão da arte erótica.
Além disso, há o apoio institucional da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, que integra o evento em sua programação paralela.
Por Maria Alice Primo
