Após estrear no Carnaval de São Paulo pela Colorado do Brás e ser anunciada como musa da Barroca Zona Sul para o desfile de 2027, a modelo fotográfica e influenciadora Carla Silva já definiu o que espera para os próximos passos na avenida: fantasias cada vez mais ousadas.
“Eu avisei: se me chamarem, a fantasia tem que vir mais pelada. Não tem como me colocar coberta agora”, afirmou, aos risos.
Segundo Carla, a exposição faz parte da proposta que pretende levar para a passarela do samba nos próximos anos.
“Essa é a única exigência mesmo, até porque treino todo dia, dou duro para manter o corpo assim, não dá para cobrir. Considerei a estreia comportada, quero algo mais hard agora, com mais atitude e pegada”.
A influenciadora ganhou destaque no último Carnaval ao desfilar com uma fantasia inspirada em uma aeromoça. O figurino, marcado por transparências, cristais e um recorte ultracavado, teve custo equivalente ao valor de um carro popular zero-quilômetro. Para ela, o investimento trouxe o resultado esperado.
“Carnaval é exagero mesmo. O povo quer brilho, corpo pra jogo, luxo, algo diferente, novo. Não faz sentido entrar na avenida para passar despercebida. Gostei muito da minha fantasia esse ano, ficou exatamente como o desenho e o ateliê entregou tudo. Mas agora é hora de causar de verdade. Esperem uma nova Virginia”, disse, em tom de brincadeira.
Carla também comentou as críticas que costumam surgir em torno da sensualidade exibida por musas e destaques das escolas de samba.
“As pessoas amam ver, comentam, compartilham… mas depois fingem choque. Carnaval sempre foi sensualidade. Não inventaram isso agora. Hoje não basta só sambar. Você precisa virar assunto. A avenida continua na internet depois do desfile”, resumiu.
A musa da Barroca Zona Sul ainda falou sobre a relação entre influenciadoras e musas nos bastidores do Carnaval e reconheceu que existe concorrência entre as participantes.
“Todo mundo posa junto sorrindo, mas existe competição, sim. Às vezes a guerra começa na prova de fantasia. Mas levo numa boa, não sou de colecionar inimizades, cresci no meio de mulher, sei lidar com isso e mostrar que cada uma tem seu espaço. Não esperem esse tipo de polêmica comigo”.
Apuração emocionante em São Paulo
A escola de samba Mocidade Alegre conquistou pela 13ª vez o título do Carnaval de São Paulo 2026 após uma apuração marcada por equilíbrio extremo entre as primeiras colocadas. A definição veio no dia 17 de fevereiro, no Sambódromo do Anhembi, com diferenças mínimas que mantiveram a disputa aberta até os quesitos finais.
A campeã fechou a apuração com 269.8 pontos, superando a vice-líder por uma margem apertada. Gaviões e Dragões também se mantiveram próximas do topo, reforçando o nível técnico elevado dos desfiles do Grupo Especial neste ano.
O resultado foi construído nos décimos. Quesitos como bateria, harmonia e evolução pesaram diretamente na classificação final, provocando mudanças constantes a cada nova parcial anunciada.
Neste ano, a Mocidade Alegre apresentou o enredo “Malunga Léa – Rapsódia de uma Deusa Negra”, em homenagem à atriz Léa Garcia.
Rebaixamento e critérios avaliados
Na parte de baixo da tabela, a apuração confirmou o rebaixamento de duas escolas, que irão desfilar no Grupo de Acesso em 2027. As últimas colocadas foram Rosas de Ouro e Águia de Ouro.
No ano passado, a Rosas de Ouro foi campeã no Grupo Especial.
Os jurados atribuíram notas em nove quesitos: Evolução, Samba-enredo, Bateria, Enredo, Mestre-sala e Porta-bandeira, Alegoria, Comissão de Frente, Harmonia e Fantasia.
Classificação final do Grupo Especial – Carnaval SP
- Mocidade Alegre;
- Gaviões da Fiel;
- Dragões da Real;
- Acadêmicos do Tatuapé;
- Barroca Zona Sul;
- Tom Maior;
- Estrela do Terceiro Milênio;
- Mocidade Unida da Mooca;
- Império de Casa Verde;
- Camisa Verde e Branco;
- Colorado do Brás;
- Vai-Vai;
- Rosas de Ouro;
- Águia de Ouro.




