Patrícia Poeta fala sobre Encontro pelo Brasil, planos e revela: ‘sou ligada em saúde’

Patrícia Poeta falou à Gazeta sobre o Encontro pelo Brasil, planos para 2027, carreira e sua relação com idade, saúde e vaidade

Patrícia Poeta esteve na sede da Gazeta, em São Paulo, e falou sobre os 30 anos de carreira, o sucesso do Encontro pelo Brasil e os planos para 2027. Foto: Yuri Villaça/Gazeta de S.Paulo

Patrícia Poeta esteve na sede da Gazeta, em São Paulo, nesta sexta-feira (9/10), e participou de uma entrevista exclusiva.

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Celebrando 30 anos de carreira na televisão, sendo 27 deles na Globo, a apresentadora vive um momento especial da trajetória profissional, marcado pela experiência acumulada no jornalismo e pelo sucesso no entretenimento.

Na Globo, Patrícia passou por alguns dos principais telejornais e programas da emissora. Foi correspondente internacional, apresentou o Fantástico, o Jornal Nacional, o Jornal Hoje e o Jornal da Globo, até assumir, em 2022, o comando do Encontro.

A mudança para o entretenimento marcou uma nova etapa na carreira da comunicadora, que passou a dividir informação, prestação de serviço, música, comportamento e histórias de vida nas manhãs da televisão.

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Neste ano, Patrícia completou quatro anos à frente do Encontro, que tem ampliado sua presença junto ao público e também no mercado comercial.

Uma das principais apostas do programa nos últimos anos tem sido sair dos estúdios e levar a atração para diferentes cidades do Brasil, aproximando a apresentadora dos telespectadores e criando edições especiais diretamente de diferentes regiões do País.

Em entrevista à Gazeta, Patrícia falou sobre os 30 anos de carreira, o sucesso do Encontro, os desafios dessa nova fase e o momento profissional que vive atualmente.

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Confira entrevista abaixo:

Patrícia, são 30 anos de carreira, sendo 27 na Globo. Você acorda que horário?

Eu acordo 4h30 e costumo ir dormir por volta de umas 20h30 da noite, por conta da correria às vezes durmo mais tarde, por volta das 23h. Tenho que melhorar isso. Está na listinha do que preciso melhorar.

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Na verdade, é o seguinte: é difícil descansar. Eu, por exemplo, quando chega 8h da manhã, eu já fiz duas reuniões. Só para você ter uma noção, que às vezes as pessoas acham que a gente chega já montada para o programa ao vivo. Não.

A gente, na verdade, faz o seguinte: eu acordo, vou para a Globo e me arrumo rapidamente. E aí eu começo a primeira reunião, eu, o diretor e a roteirista. Então nós três lá no meu camarim, a gente mexe o programa inteiro, vê o que tem de notícia, vê onde que a gente vai derrubar, o que que a gente vai tentar conseguir para abrir o programa.

Depois que a gente está legal, aí a gente reúne a equipe toda para todo mundo estar dentro do que vai acontecer naquele programa.

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Porque o programa de entretenimento é diferente de um telejornal, né? No programa tem muito imprevisto. É uma coreografia. Envolve toda uma equipe. A minha equipe tem quase 150 funcionários.

Patrícia, você tem colhido bons frutos do programa Encontro neste ano, na verdade, desde o ano passado, principalmente por esse projeto de levar o programa para fora do estúdio e apresentá-lo ao vivo de outras cidades do Brasil. O programa tem registrado bons índices de audiência e, comercialmente, o retorno também é positivo. É isso mesmo?

Eu vou completar, em julho do ano que vem, cinco anos já no comando do Encontro. Toda vez que a gente assume um desafio, a gente vai aprendendo a lidar com ele. É um programa ao vivo, todos os dias, em que você lida com o imprevisto. Tudo pode acontecer.

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Eu acho que esse meu último ano, em especial, tem sido um ano maravilhoso para mim, porque eu estou podendo mostrar para as pessoas mais quem eu sou. A Patrícia diferente daquela mais de telejornal. Costumo, às vezes, contar sobre a minha vida, que era uma coisa que eu não fazia antes.

E essa coisa do Encontro pelo Brasil eu acho que tem sido tão especial porque, assim, a gente começou e era um sonho meu de ir até as pessoas. Mas é claro que, para isso, a gente precisa ter estrutura. Então começou com um, deu super certo, aí esse um se transformou em seis e agora já se transformou em 13. Porque a gente, na verdade, ia fazer um por mês. Deu tão certo que a gente colocou mais.

Então, assim, serão 13 só no ano de 2026. Dá mais do que um por mês. Dá muito trabalho mas é muito gratificante o retorno do público. Exige muita dedicação, mas é muito prazeroso.

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Você falou que está se aproximando dos 50 anos. Tem algum problema com a idade? Qual é a sua relação com o espelho?

Tenho zero problemas com a idade. Eu chego acabada na TV [risos]. Chego descabelada, de chinelo, e depois a mágica acontece.

Mas eu me arrumo para o pessoal porque eu gosto de me arrumar para a plateia. E é muito bonitinho porque a plateia se arruma também. Eu me arrumo porque faz parte do meu trabalho. Envolve também imagem, então tenho que estar bem para as pessoas de casa e para a plateia.

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Mas eu não sou ligada assim em vaidade. Eu sou ligada em saúde. Saúde, eu sou muito ligada. Eu acho que tenho que estar saudável. Saúde física, saúde da cabeça. Eu acho que, quando você está bem no interior, tudo flui.

Porque, às vezes, você está assim, perfeita, corpo, tudo nota mil, e você não se gosta ou não é bem resolvida na vida.

Eu acho que a energia não é só beleza, o olho, a boca, o esticado. Não. É a energia da pessoa, é o astral da pessoa. É tudo. Tudo isso vibra na mesma frequência.

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O que você espera de 2027, Patrícia? Além da continuidade do Encontro, que tem esse projeto de levar o programa para diferentes estados do Brasil, quais são os seus planos?

Eu não penso muito no que vou fazer em 2027. Para mim, ainda está distante. Acho que uma das grandes lições que aprendi com tudo o que passei é que a gente não controla o futuro. Eu estava sempre vivendo no futuro até que minha vida, de repente parou por um problema sério de saúde.

Depois que fiquei curada, comecei a exercitar a resiliência, reaprendendo a mastigar, a falar, tudo que você possa imaginar. Também comecei a mudar um pouco meu modo de viver. A meditação me ajudou muito e passei a tentar me cuidar melhor, não só com autoconhecimento e terapia, mas também tentando me acalmar dentro do possível.

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Acho que, como não tenho controle sobre o futuro, tenho controle sobre hoje. Então optei, na minha vida, por viver o momento, o agora. Amanhã a gente pensa quando chegar o amanhã.

No meu trabalho, o que posso dizer é que vamos continuar fazendo o Encontro pelo Brasil porque é um sucesso. Eu vou agora para Angra e Paraty e, em novembro, para Santa Catarina. Depois, vamos decidir os próximos lugares.

Mas, de expectativa em si, eu acho que é tão mais leve quando a gente deixa p negócio ir. Quando a gente é mais jovem, a gente se cobra muito.