Projeto de Roberto Justus pode gerar 400 empregos e 5 mil moradias em Campo Grande

Proposta surge como resposta ao déficit habitacional da região e ao interesse do poder público

Projeto prevê a capacitação de mão de obra local, evitando a necessidade de trazer trabalhadores de outras regiões

Projeto prevê a capacitação de mão de obra local, evitando a necessidade de trazer trabalhadores de outras regiões | Pedro Magalhães

O empresário Roberto Justus esteve em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, para discutir um projeto habitacional que pode resultar na construção de até 5 mil moradias populares na cidade. A proposta, apresentada na Câmara Municipal, prevê o início das obras ainda neste ano e a geração de cerca de 400 empregos diretos.

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A iniciativa é liderada pela SteelCorp, da qual Justus é sócio majoritário e CEO. O projeto aposta em um modelo de construção mais ágil e econômico, utilizando tecnologia Light Steel Frame, que permite reduzir prazos e custos das obras.

Projeto aposta em tecnologia para acelerar construção

A proposta surge como resposta ao déficit habitacional da região e ao interesse do poder público em atrair investimentos. Inicialmente, as estruturas das casas devem ser produzidas em São Paulo e transportadas para montagem em Campo Grande.

Além disso, o projeto prevê a capacitação de mão de obra local, evitando a necessidade de trazer trabalhadores de outras regiões. A instalação de uma fábrica na cidade também está nos planos, dependendo do crescimento da demanda.

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Investimento pode impulsionar empregos e economia local

Do lado do Legislativo, representantes destacaram que mudanças recentes na legislação municipal buscam justamente facilitar a chegada de novos investimentos, com programas voltados à expansão habitacional e incentivos econômicos.

A cidade tem um déficit estimado em cerca de 30 mil moradias, o que reforça a demanda por projetos desse porte. A expectativa é que, com a consolidação da iniciativa, a produção possa alcançar até 10 mil casas por ano, caso uma fábrica seja instalada no município.

Segundo representantes do grupo investidor, a fase inicial já prevê cerca de 5 mil unidades, sendo grande parte concentrada em uma única área. A expectativa é que os primeiros empreendimentos comecem a sair do papel ainda no segundo semestre.