‘Todos Menos Você’ é uma aposta cinematográfica que deu certo

Com os astros de 'Euphoria' e 'Top Gun Maverick', comédia trás gênero romântico de volta as telonas

Sydney Sweeney e Glen Powell em 'Todos Menos Você': populares entre o público jovem e possíveis futuros astros de Hollywood

Sydney Sweeney e Glen Powell em 'Todos Menos Você': populares entre o público jovem e possíveis futuros astros de Hollywood | Sony Pictures/Divulgação

Depois do politicamente correto começar a intervir constantemente no cinema, os grandes estúdios começaram a direcionar suas comédias e romances (que estão cada vez piores), direto para plataformas de streaming. Enquanto isso, “Todos Menos Você” chega às telonas como o famoso “e se a gente resolver voltar o que era antes?”. Indo na contramão do mercado, a Sony Pictures já começou certeira, com a escalação da dupla Sydney Sweeney e Glen Powell (que ainda estão vivendo o sucesso de “Euphoria” e “Top Gun Maverick”), pelos quais não são apenas bastante populares entre o público jovem, como possivelmente se tornarão grandes nomes de Hollywood no futuro.

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Com direção do cineasta Will Gluck, que já nos entregou os divertidos “A Mentira” e “Amizade Colorida”, sabemos que ele está ciente qual é a fórmula para trabalhar neste tipo de filme. Tanto que, até agora, o resultado mostra que ainda é possível este tipo de produção fazer sucesso nas telonas, pois custou R$ 123,57 milhões e rendeu até então R$ 622,78 milhões mundialmente.

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Inspirado na obra de Shakespeare, “Muito Barulho por Nada”, após terem uma ótima química em um primeiro encontro aleatório, Bea (Sweeney) e Ben (Powell) acabam tendo um desentendimento, e nunca mais se viram. Seis meses depois, e assumidamente se odiando, eles terão de deixar as diferenças de lado quando a irmã dela irá se casar com uma amiga dele. Porém, não imaginavam que na cerimônia ainda iriam esbarrar com seus ex-namorados e para superarem isso, resolvem fingir ser um casal. 

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O roteiro de Gluck e Ilana Wolpert está ciente que para um filme deste estilo funcionar, não só nos deve entregar um enredo focado no casal central, mas também nos coadjuvantes. Embora eles consigam tirar ótimas piadas e situações com Sweeney e Powell, o foco é conseguir abrir espaço para piadas envolvendo outros personagens que os englobam.

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Temos o pai trapalhão de Bea (Dermot Mulroney, de “O Casamento do Meu Melhor Amigo”), a ex-namorada sedutora (Charlee Fraser) com seu atual parceiro sendo uma toupeira (Joe Davidson), o melhor amigo arroz de festa (GaTa) e seu Pai que é um tiozão do pavê (Bryan Brown). Todos eles funcionam na medida homeopática, com piadas no formato de esquetes. Por conta da naturalidade exercida,  funcionam.

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Assim como em “Amizade Colorida”, Gluck usa como artifício a proximidade do público com os protagonistas, estabelecendo o lado humano deles, em primeiro plano, na maior parte do filme. Temos um galã e uma diva, com seus problemas pessoais e traumas, mas nunca perdem seus charmes quando a câmera foca neles. É nesta identificação que o espectador compra o título.

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Embora existam algumas piadas que beiram ao humor pastelão, a naturalidade entre Sweeney e Powell é o grande artifício (como a hilária sequência da trilha). Não duvide que a dupla estrele outras produções deste estilo, futuramente.

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E como cobertura deste bolo gostoso de ser degustado, há uma divertida situação englobando a música “Unwritten”, de Natasha Bedingfield (cuja canção “Pocketful of Sunshine”, já foi usada em “A Mentira”). É um dos poucos casos, onde a sutileza na divulgação da melodia casa dentro da premissa do filme.

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“Todos Menos Você” é uma divertida produção, que mostra o fato das comédias românticas ainda merecerem um espaço reservado nas salas de cinema.