Álbum da Copa 2026: o segredo por trás da única bandeira que a Panini não pôde mudar

Descubra por que a bandeira mexicana quebrou o padrão visual do álbum de 2026 e a lei severa que quase proibiu as vendas no país

Descubra por que a bandeira mexicana quebrou o padrão visual do álbum de 2026 e a lei severa que quase proibiu as vendas no país

Descubra por que a bandeira mexicana quebrou o padrão visual do álbum de 2026 e a lei severa que quase proibiu as vendas no país | Divulgação/Panini

Se você é um dos milhares de colecionadores que já garantiram o seu álbum da Copa do Mundo de 2026, certamente notou algo curioso ao folhear as páginas do Grupo A. 

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Enquanto todas as seleções seguem um padrão visual moderno e estilizado, o México se destaca como uma exceção visual intrigante. 

Não se trata de um erro de impressão ou falta de criatividade dos designers da Panini, mas sim de uma questão de soberania nacional e rigor jurídico que envolve o país.

Para quem coleciona, cada detalhe importa, e essa “quebra” na estética do álbum tornou-se um dos assuntos mais comentados entre os fãs de futebol. 

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Afinal, por que apenas uma nação se recusou a entrar no design padrão da maior editora de figurinhas do mundo? 

O padrão visual de 2026 vs. a identidade mexicana

Na edição de 2026, a Panini adotou um layout específico para as bandeiras de todas as seleções: elas aparecem em formato retangular, mas com uma das bordas arredondadas, conferindo um ar contemporâneo à coleção.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

Além disso, as próprias figurinhas dos jogadores trazem estilizações únicas para cada país. 
No entanto, ao chegar na página do México, o colecionador encontra uma bandeira perfeitamente retangular, sem qualquer tipo de arredondamento ou estilização artística. 

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O motivo? Uma legislação rigorosa que protege os símbolos nacionais mexicanos com mãos de ferro. 

A lei que “mandou” no design do álbum

O que determina essa diferenciação é a Lei sobre o Escudo, a Bandeira e o Hino Nacional do México, promulgada originalmente em 1984. 

O texto legal é extremamente específico, especialmente em seu Artigo 5º, que estabelece diretrizes rígidas para qualquer reprodução dos símbolos da nação: 

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Para que o álbum pudesse ser impresso com a imagem da bandeira, a Panini precisou de uma autorização formal do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH). 

Caso a editora tivesse insistido no design arredondado, o álbum simplesmente não poderia ser comercializado em território mexicano. 

Por que agora? A mudança em 2023

Você pode se perguntar: “Mas e nos álbuns anteriores?”. A verdade é que a Panini já utilizou diferentes estilos no passado. 

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Em 2010, a bandeira mexicana aparecia tremulando na capa; em 2014 e 2018, recebeu estilizações peculiares; e em 2022, todas as bandeiras — inclusive a do México — foram quadradas.

Bandeira do MéxicoBandeira do México, um dos países-sedes da Copa do Mundo de 2026. Foto: Wikimedia Commons

A mudança de postura para 2026 deve-se a dois fatores principais:

  1. Endurecimento da lei: Em abril de 2023, a legislação mexicana tornou-se ainda mais severa quanto ao uso dos símbolos nacionais. 
  2. Sede da Copa: Como o México é um dos países sede da Copa de 2026, o rigor no cumprimento da lei foi elevado ao máximo para evitar qualquer tipo de “ofensa” estética aos símbolos pátrios em um momento de tamanha visibilidade. 

Brasil vs. México: uma questão de seriedade

Curiosamente, o Brasil possui uma legislação muito semelhante no que diz respeito à proteção da bandeira e dos símbolos nacionais. 

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No entanto, no nosso caso, a aplicação da lei não costuma ser tratada com a mesma severidade ou rigor fiscalizatório que vemos no México, permitindo que marcas e editoras brinquem mais livremente com o design da nossa bandeira em produtos comerciais.