A Copa do Mundo de 2026 pode ser a primeira desde o surgimento da competição em 1930 a não ter um técnico brasileiro. A última esperança do Brasil contar com um treinador representando o país no Mundial é a Albânia, treinada por Sylvinho, velho conhecido da torcida do Corinthians.
O torneio será disputado entre os dias 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, de forma conjunta com o Canadá e o México.
Os albaneses entram em campo nesta quinta-feira (26/3) contra a Polônia, às 16h45 (horário de Brasília), pela semifinal da repescagem das Eliminatórias Europeias. A seleção é a única treinada por um brasileiro que ainda pode se classificar para a competição. Nenhuma outra equipe já garantida possui um técnico nascido no Brasil.
Sylvinho está no comando da Albânia desde janeiro de 2023 e, além de carregar o peso de ser o possível único treinador brasileiro no Mundial, carrega a responsabilidade de guiar o país para a sua primeira Copa.
Desde que assumiu a seleção, o técnico soma 32 jogos, com 15 vitórias, sete empates e 10 derrotas. O time dele enfrentou nesse período os possíveis adversários da atual repescagem: duas vezes a Polônia, nas eliminatórias da Eurocopa, duas a Ucrânia, na Liga das Nações, e a Suécia em um amistoso em 2024.
O principal desafio do jogo desta quinta-feira será o atacante polonês Robert Lewandowski, de 37 anos. Com 88 gols em 163 jogos pelo país, o centroavante do Barcelona lidera seu país no provável último ciclo da carreira.
O próprio Sylvinho relembrou quando Lewandowski foi decisivo em um contexto semelhante ao que terá contra a Albânia. O craque marcou um dos gols que classificou a Polônia para a Copa do Mundo de 2022, vencendo a Suécia por 2 a 0.
A Albânia já viveu jogos decisivos sob o comando do brasileiro. O país se classificou para a Eurocopa de 2024 e caiu com Espanha, Itália e Croácia. Mesmo em um grupo de nível técnico elevado, os albaneses ofereceram resistência.
Contra a atual campeã Itália, a seleção abriu o placar com o gol mais rápido da história da Euro, aos 23 segundos de jogo. Após sofrer a virada, a Albânia seguiu firme, arrancando um empate diante da Croácia (3.ª colocada no Mundial de 2022 e algoz do Brasil) e pressionando a Espanha (futura campeã da Euro) na derrota por 1 a 0 na última rodada.
Mundial com mais brasileiros
A Copa do Mundo com a maior quantidade de treinadores brasileiros foi a de 2006, disputada na Alemanha.
Naquela edição, cinco técnicos nascidos em solo nacional representaram o país. Veja quais:
- Carlos Alberto Parreira: Seleção Brasileira;
- Luiz Felipe Scolari (Felipão): Seleção de Portugal;
- Zico: Seleção do Japão;
- Marcos Paquetá: Seleção da Arábia Saudita;
- Alexandre Guimarães: Seleção da Costa Rica (nascido em Alagoas, ele se mudou para a Costa Rica ainda na infância e se naturalizou no país).
O técnico italiano Carlo Ancelotti será o primeiro estrangeiro a comandar a Amarelinha em um Mundial.
Hermanos no topo
Diferente do Brasil, a Argentina é o país com maior quantidade de treinadores confirmados na Copa do Mundo de 2026. Ao todo, seis treinadores nascidos no país sul-americano estarão no comando técnico de diferentes seleções. Confira:
- Lionel Scaloni: Seleção Argentina;
- Mauricio Pochettino: Seleção dos Estados Unidos (Anfitriã);
- Marcelo Bielsa: Seleção Uruguaia;
- Néstor Lorenzo: Seleção Colombiana;
- Sebastián Beccacece: Seleção Equatoriana;
- Gustavo Alfaro: Seleção Paraguaia.
A Argentina deve quebrar o recorde histórico de uma nacionalidade em uma mesma edição (que era de 5, dividido entre Brasil em 2006 e a própria albiceleste em 2018).
