Após a polêmica contratação do goleiro Bruno, condenado pelo assassinato de Eliza Samudio, o Vasco-AC perdeu o patrocinador máster.
Menos de uma semana após o anúncio de Bruno, a equipe já perdeu dois apoiadores: uma rede de supermercados e uma de restaurantes.
A equipe foi eliminada na primeira fase da Copa do Brasil, nos pênaltis, para o Velo Clube, de São Paulo. O goleiro ainda defendeu duas cobranças e converteu sua penalidade.
Além de Bruno, o clube tem no elenco quatro jogadores foram presos suspeitos de participação em um estupro coletivo.
Debandada de patrocinadores
A rede de supermercados Arasuper, que ocupava a cota master de patrocínio, anunciou o encerramento do contrato nesta sexta-feira (20/2), apenas quatro dias após Bruno ser anunciado.
Segundo Adem Araújo, sócio da rede e presidente da Federação de Futebol do Acre (FFAC), a decisão foi motivada pela rejeição da sociedade à imagem do goleiro.
“A gente sentiu que a sociedade não aprova a marca da empresa aliada a um clube que contrata um atleta que não é bem visto”, afirmou o empresário.
Além do supermercado, uma rede de restaurantes, chamada Picanha Mix, também rescindiu o vínculo, emitindo nota oficial em que afirma que não compactua com condutas que envolvam violência contra as mulheres.
“Em hipótese alguma compactuamos com esse tipo de conduta, especialmente quando envolve graves denúncias de violência contra mulheres”, declarou o texto.
Prisões e apoio do elenco
A situação do clube é agravada por um caso de polícia envolvendo outros membros do time. Quatro jogadores estão presos suspeitos de estupro contra duas mulheres no alojamento do clube. A defesa dos atletas nega o crime, alegando que as relações foram consensuais.
Mesmo diante das graves acusações, o Vasco-AC gerou nova polêmica ao realizar um ato de apoio aos jogadores presos antes da partida contra o Velo Clube, pela Copa do Brasil, na última quinta-feira (19/2).
Reação da diretoria
O técnico e investidor da equipe, Eric Rodrigues, minimizou a perda dos parceiros.
Em declaração, ele classificou o patrocínio master como “mísero” e afirmou que o valor não era suficiente sequer para pagar o salário de um atleta de alto nível, garantindo que o planejamento do time segue inalterado.
