Sede da Copa de 2026, EUA podem voltar a receber Mundial

Aproximação de Trump com presidente da FIFA, junto de regras rígidas, pode fazer o país voltar a sediar uma Copa em menos de 23 anos

Donald Trump e Gianni Infantino segurando a taça da Copa do Mundo

Donald Trump e Infantino (presidente da FIFA) possuem ótimo relação, o que pode aproximar os EUA de sediarem a Copa de 2038/Reprodução

Embora falte mais de uma década, a escolha da sede para a Copa do Mundo de 2038 já se tornou um dilema estratégico nos bastidores da FIFA, que pode repetir os Estados Unidos como sede, mais uma vez.

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Devido às rígidas regras de rodízio da entidade, o cenário atual apresenta um impasse que pode forçar mudanças históricas ou abrir caminho para uma sede inesperada.

A regra do rodízio e os continentes bloqueados

A diretriz da FIFA estabelece que um continente que sediou o Mundial fica impedido de receber o torneio pelas duas edições seguintes. Considerando o calendário já definido, o mapa das sedes fica assim:

Seguindo essa lógica, as confederações da Europa (UEFA), África (CAF), América do Sul (Conmebol) e Ásia (AFC) estariam, a princípio, inelegíveis para 2038.

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Estados Unidos sede da Copa do Mundo novamente

Nesta linha, considerando os países da Concacaf, o caminho natural seria que os Estados Unidos fossem novamente sede da Copa do Mundo, ainda mais se considerarmos que o México, outro candidato, já é o recordista como o país que mais sediou o Mundial.

Com Donald Trump cada vez mais próximo de Gianni Infantino (presidente da FIFA), a sede norte-americana fica ainda mais provável.

Pelos regulamentos vigentes, apenas a Oceania (OFC) estaria apta a sediar o torneio de 2038. Uma candidatura liderada por Austrália e Nova Zelândia é vista como a opção natural, porém enfrenta obstáculos gigantescos.

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Embora fique na Oceania geograficamente, no futebol, a Austrália disputa as competições de futebol pela Ásia, o que descartaria o país.

A Nova Zelândia, por sua vez, enfrenta o obstáculo de ver o futebol não ser nem de longe um dos principais esportes do país, tanto por desempenho quanto pelo apelo da população.

Com o novo formato de 48 seleções, a exigência por infraestrutura é massiva: são necessários múltiplos estádios de alto padrão, vasta rede hoteleira e logística de transporte eficiente, o que demandaria um investimento bilionário para a região.

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Inglaterra busca ser sede

Diante da dificuldade técnica da Oceania, a esperança, principalmente de analistas ingleses, é de que a FIFA possa ser obrigada a flexibilizar suas próprias regras. É nesse cenário de incerteza que a Inglaterra surge como uma alternativa de peso.

Com estádios modernos e cultura de futebol consolidada, os ingleses teriam “tapete vermelho” para receber o evento sem necessidade de grandes obras estruturais. No entanto, para que isso ocorra, a FIFA precisaria abrir uma exceção formal, já que a Europa estaria teoricamente bloqueada pela edição de 2030.

Sede em 1966, a Inglaterra busca há alguns anos voltar a sediar uma Copa do Mundo.

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Próximos movimentos

Apesar de o processo oficial de candidatura ainda não ter começado, as articulações políticas já movimentam os bastidores.

A decisão final dependerá da viabilidade das propostas e da coragem da FIFA em manter ou alterar seu sistema de rodízio para garantir o sucesso comercial e logístico do maior evento esportivo do planeta.