Fair play: jogadora bate pênalti para fora de propósito após erro do juiz

Cena de honestidade na quinta divisão italiana comove torcedores e ganha destaque mundial por espírito esportivo

Após perceber o erro grave da arbitragem, em uma partida sem a atuação do VAR, a atacante cobrou o pênalti com um chute rasteiro, apenas recuando a bola para a defesa da goleira

Após perceber o erro grave da arbitragem, em uma partida sem a atuação do VAR, a atacante cobrou o pênalti com um chute rasteiro, apenas recuando a bola para a defesa da goleira | Reprodução/Instagram

Um lance curioso na quinta divisão italiana feminina chamou atenção pelo fair play de uma das jogadoras. Durante a partida entre Parma B e Hic Sunt Leones, a atacante Claudia Morelli, do Parma B, errou um pênalti de propósito após o árbitro marcar toque de mão da goleira de forma equivocada.

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Após perceber o erro grave da arbitragem, em uma partida sem a atuação do VAR, a atacante cobrou o pênalti com um chute rasteiro, apenas recuando a bola para a defesa da goleira. O caso comoveu o público e rapidamente viralizou nas redes sociais. Veja o vídeo:

A marcação do pênalti gerou revolta nas jogadoras do Hic Sunt Leones, mas o juiz não voltou atrás e manteve a penalidade máxima para o time da cidade de Parma.

O jogo terminou em goleada de 9 a 1 para o Parma B. Entretanto, o lance aconteceu no início do confronto, quando o placar ainda estava zerado.

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Erros de arbitragem e a pressão pela implementação da tecnologia 

Embora o caso tenha acontecido no quinto maior nível do futebol feminino na Itália, o erro chama atenção para a necessidade da tecnologia como uma forma de evitar situações similares. 

Casos em competições de elite ganharam ampla repercussão e aumentaram a pressão por um recurso que possibilitasse revisões mais detalhadas e precisas. Entre os mais famosos estão: 

  • A “mão” de Thierry Henry (2009): um gol irregular da França contra a Irlanda na repescagem para a Copa de 2010, em que o atacante usou a mão de forma clara para dar a assistência;
  • O gol fantasma de Lampard (2010): nas oitavas da Copa da África do Sul, um chute do inglês Frank Lampard bateu no travessão e ultrapassou a linha contra a Alemanha, mas a arbitragem não validou o gol;
  • Eurocopa 2012: um erro idêntico beneficiou a Inglaterra em um jogo contra a Ucrânia, reforçando o coro pela tecnologia da linha do gol e, posteriormente, pelo VAR.

Uso da tecnologia no futebol brasileiro

O recurso do Árbitro de Vídeo (VAR) foi implementado oficialmente em 2016. O primeiro uso foi durante uma partida da terceira divisão dos Estados Unidos, entre Orlando City II e New York Red Bulls II. 

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No Brasil, o uso da ferramenta seguiu um cronograma gradual de implementação:

  • Estreia em 2017: aconteceu na final do Campeonato Pernambucano, entre Salgueiro e Sport.
  • Copa do Brasil (2018): a CBF passou a utilizar o recurso a partir das quartas de final, protagonizando uma polêmica anulação de gol do Corinthians na final contra o Cruzeiro.
  • Brasileirão (2019): o primeiro jogo com VAR no campeonato nacional foi a vitória do São Paulo por 2 a 0 sobre o Botafogo, na rodada de abertura.
  • Hoje, embora as polêmicas continuem constantes, o sistema é considerado indispensável para corrigir erros “claros e óbvios” no esporte de alto rendimento.