A Federação Paulista de Futebol (FPF) repudiou as falas machistas ditas pelo zagueiro Gustavo Marques contra a atuação de arbitragem de Daiane Muniz.
Na saída do jogo que resultou na eliminação do Red Bull Bragantino do Campeonato Paulista após derrota para o São Paulo, por 2 a 1, na noite deste sábado (21/2), o defensor disse, em entrevista, que “não adianta colocar uma mulher para apitar um jogo deste nível”.
A fala machista repercutiu prontamente nas redes sociais e nos veículos de comunicação, que criticaram duramente o jogador. Ainda em sua fala, Gustavo chega a afirmar que falava aquilo “com todo o respeito, pois é até casado com uma mulher e tem uma mãe”.
Momentos mais tarde, antes de deixar o estádio, o atleta afirmou que se arrependia da fala, que foi xingado pela mãe e esposa pela ofensa machista contra Daiane, e que pediu perdão diretamente para a árbitra, que teria o perdoado.
Posicionamento da Federação
“É com profunda indignação e revolta que a Federação Paulista de Futebol recebeu a entrevista do atleta Gustavo Marques”, iniciou a entidade em comunicado publicado nas redes sociais.
Segundo a FPF, a declaração reflete uma visão “primitiva, machista, preconceituosa e misógina, incompatível com os valores que regem a sociedade e o futebol”.
Por fim, a Federação destacou que conta com 36 árbitras em seu quadro e que trabalha para que o número aumente ainda mais.
De acordo com a entidade, as declarações serão encaminhadas para a Justiça Desportiva para que as “providências cabíveis” sejam tomadas.
