Um collant guardado desde 2016, que acompanhou uma das principais ginastas brasileiras durante sua carreira, terminou sua jornada bem longe dos ginásios. Ele foi dado como oferenda por Bárbara Domingos, como parte de uma promessa, ao Santuário Nacional de Aparecida.
O collant, junto de uma carta manuscrita da atleta, se une à coleção de relíquias deixadas por devotos na Sala das Promessas na Catedral Basílica de Aparecida. A roupa esteve com Bárbara durante um momento divisor de águas em sua carreira, após quase uma década de mudanças, lesões e resultados inéditos.
Promessa começou em 2016
As dificuldades de Bárbara atingiram seu ápice em 2021, quando a atleta teve que realizar uma cirurgia no quadril. O procedimento a deixou seis meses fora das quadras, até mesmo para treinos, o que a tirou dos Jogos Olímpicos de Tóquio.
Em processo de recuperação, ela se direcionou ao Santuário de Nossa Senhora em 2022 para fazer uma barganha. Ela afirmou que, naquela visita, pediu que seus caminhos fossem abertos para que ela conseguisse competir, e ganhar.
Seu objetivo era claro: os Jogos Olímpicos de Paris em 2024.
Retorno após Paris
Antes da Olimpíada, os resultados mostravam uma evolução. No Mundial de 2023, Bárbara terminou em 11.º lugar no individual geral e ainda se tornou a primeira brasileira a alcançar uma final de maças na competição. Esse ótimo desempenho garantiu sua vaga nas Olimpíadas.
Nesse mesmo ano, ela acumulou cinco medalhas nos Jogos Pan-Americanos de Santiago: três ouros, no individual geral, bola e fita, além de duas pratas, no arco e nas maças. A sequência consolidou a brasileira entre os principais nomes da ginástica rítmica nacional.

Em Paris, o objetivo perseguido desde a recuperação do quadril terminou com outro resultado inédito.
Bárbara avançou à decisão do individual geral e se tornou a primeira brasileira a disputar uma final olímpica individual da ginástica rítmica, encerrando a prova na décima colocação.






