Há 8 anos, Maradona ‘previu’ que jogos da Copa do Mundo 2026 teriam quatro tempos com paradas para publicidade

Em entrevista de 2018, o ídolo argentino criticou as sedes do Mundial e antecipou as paradas que hoje fragmentam as partidas para fins comerciais

Diego Maradona

Naquela época, Maradona criticou a ausência de paixão no Canadá e nos Estados Unidos, sugerindo que o foco da FIFA residia puramente nos lucros/Reprodução

Em 2018, oito anos antes do atual Mundial, Diego Armando Maradona antecipou uma mudança estrutural que hoje gera debate nos gramados da América do Norte.

Continua após a publicidade

Durante uma entrevista à rede venezuelana Telesur, o craque argentino manifestou seu descontentamento com a escolha de Canadá, México e Estados Unidos como sedes da Copa do Mundo de 2026.

O ídolo, que morreu em 2020, afirmou categoricamente que os organizadores buscavam fragmentar o tempo de jogo para favorecer o mercado publicitário.

O alerta de ‘Dios’ sobre o mercado publicitário

Naquela época, Maradona criticou a ausência de paixão no Canadá e nos Estados Unidos, sugerindo que o foco da FIFA residia puramente nos lucros.

Continua após a publicidade

O craque então “previu” que os norte-americanos dividiriam as partidas em quatro períodos de 25 minutos para incluir propagandas.

Além disso, ele ironizou a capacidade técnica dos canadenses e disse que o México era o único que vivia futebol, mas cairia na competição assim que enfrentasse algum favorito, citando o Brasil como exemplo.

A realidade fragmentada na Copa de 2026

Atualmente, a visão de Maradona tomou forma por meio das novas diretrizes da FIFA. A entidade estabeleceu pausas obrigatórias de três minutos para hidratação em todos os tempos de cada partida, independentemente da temperatura ambiente.

Continua após a publicidade

Embora a justificativa oficial foque na saúde dos atletas, essas paradas ocorrem geralmente entre os minutos 22 e 25, criando exatamente os quatro blocos que o argentino descreveu há quase uma década.

Interesses comerciais e críticas no gramado

Essa dinâmica permite que as emissoras de televisão exibam anúncios publicitários durante as transmissões, o que confirma a suspeita comercial de Maradona.

No entanto, a medida enfrenta forte resistência de profissionais e torcedores. Técnicos renomados, como Thomas Tuchel (da Inglaterra) e Lionel Scaloni (da Argentina), criticam a quebra de ritmo e da intensidade tática que as interrupções causam.

Continua após a publicidade

RD Congo e Senegal, que venciam seus jogos contra Inglaterra e Bélgica, levaram as viradas após essa pausa para hidratação, vendo os favoritos se reorganizarem em campo e buscarem o resultado, o que leva a cogitar que, além de tudo, este artifício também ajuda as equipes mais fortes.

Polêmica e vaias nos estádios climatizados

Nos estádios, o público frequentemente vaia o momento em que a arbitragem interrompe o confronto para a hidratação.

As reclamações ganham força especialmente em arenas modernas e climatizadas, como as de Atlanta e Dallas, onde o calor não justifica a pausa técnica.

Continua após a publicidade

Apesar dos protestos, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, defende a iniciativa e avalia a manutenção da regra para os próximos Mundiais.