Esporte acostumado a grandes duelos e partidas demoradas, o tênis precisou mudar uma de suas regras no regulamento após uma partida que parecia infinita.
Em 2010, o mundo do esporte parou para assistir ao confronto entre o norte-americano John Isner e o francês Nicolas Mahut, que durou mais de 11 horas e precisou ser disputado ao longo de três dias.
Este recorde dificilmente será quebrado, uma vez que o “tie break” foi adotado para agilizar as decisões mais apertadas no último set.
A batalha de três dias em Wimbledon
O duelo, válido pela primeira rodada de Wimbledon 2010, durou impressionantes 11 horas e cinco minutos. Devido à falta de luz natural e ao equilíbrio extremo entre os atletas, a partida precisou ser disputada ao longo de três dias.
O placar final é digno de incredulidade: Isner venceu Mahut por 3 sets a 2, com parciais de 6/4, 3/6, 6/7 (9-7), 7/6 (7-3) e um inacreditável 70/68 no quinto set.
Recorde de aces e resistência física
Além do tempo em quadra, o confronto estabeleceu marcas históricas no quesito saques. Juntos, os tenistas dispararam 215 aces.
John Isner tornou-se o recordista absoluto em uma única partida com 112 aces, enquanto Mahut também superou marcas anteriores ao registrar 103.
Mudança no regulamento
O recorde do confronto entre John Isner e Nicolas Mahut deve perdurar por um longo período, sendo quase impossível de ser superado. Isso ocorre pois as partidas de tênis passaram a utilizar a regra do tie-break para decidir o set final, buscando impedir partidas tão longas como o duelo de Wimbledon.
A príncipio, as regras estipulavam que o set final em Grand Slams deveria ser jogado até que algum dos jogadores vencesse dois games a mais que o adversário, com no mínimo seis jogos a serem vencidos (exceto no US Open – em que o tiebreak sempre foi usado para decidir o set final).
As mudanças variam de acordo com o torneio:
- Wimbledon: as regras agora determinam que um tie-break será disputado se o último set estiver empatado em 12-12;
- Aberto da França: segue o sistema antigo;
- Australian Open: caso o set final esteja empatado em 6-6, um super tie-break (primeiro jogador a alcançar 10 pontos) é usado para determinar o vencedor.
Brasil na história: o segundo jogo mais longo
O ranking de longevidade no tênis também conta com presença brasileira, que está nos holofotes mundiais com a ascensão de João Fonseca e que possui os lendários Guga e Maria Esther Bueno.
O segundo jogo mais longo da história ocorreu em 2015, durante um confronto da Copa Davis entre Brasil e Argentina.
Na ocasião, o brasileiro João Souza, o Feijão, enfrentou Leonardo Mayer em uma batalha de 6h42min (registrada também como 6h43min em estatísticas oficiais). Apesar do esforço histórico de Feijão, a vitória ficou com o argentino.
Top 5: as partidas de simples mais duradouras do tênis
Confira os confrontos que levaram os atletas ao limite da exaustão:
- 11h05min: John Isner x Nicolas Mahut (Wimbledon, 2010);
- 6h43min: Leonardo Mayer x João Souza (Copa Davis, 2015);
- 6h35min: Kevin Anderson x John Isner (Wimbledon, 2018);
- 6h33min: Fabrice Santoro x Arnaud Clément (Roland Garros, 2004);
- 6h22min: John McEnroe x Mats Wilander (Copa Davis, 1982).



