No momento de escolher a numeração no futebol profissional ou até entre amigos, a camisa 10 virou a mais procurada e sinônimo de craque, sendo usado até em músicas e frases para se referir a um elogio. Contudo, poucos sabem como o 10 deixou de ser só um número e virou sinônimo de protagonismo.
A “ascensão” teve grande responsabilidade de Pelé, que com apenas 17 anos vestiu a camisa 10 na Copa de 1958, o primeiro dos cinco títulos do Brasil. Mas, se engana quem pensa que esta camisa foi atribuída como uma indicação de protagonismo.
Realizada na Suécia, foi apenas a segunda Copa do Mundo a ter numeração para os jogadores e a história de como a 10 parou com Pelé possui mais de uma versão.
Critério para escolha dos números
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) detalha que o motivo da numeração de cada jogador convocado para a Copa de 1958 nunca foi devidamente esclarecido pela Fifa, responsável pela organização do torneio, mas há uma versão de que a relação oficial do grupo não foi enviada a tempo à entidade que se encarregou, então, de numerar os jogadores aleatoriamente.
Assim, Pelé, que ainda não era titular absoluto da equipe, foi inscrito com a camisa 10. Durante uma entrevista para o Esporte Interativo, o Rei do Futebol disse teria sido um sorteio da Fifa que acabou indicando o número para ele.
Contudo, para a Santos TV, em 2014, ele mudou a versão:
“Na Copa do Mundo em 1958, na Suécia, fui o décimo atleta brasileiro a ser inscrito. Por causa disso, fui o camisa 10 da seleção em seu primeiro título mundial.”
Zagallo, outro ídolo histórico da Seleção Brasileira, teorizou que a Fifa se baseou na numeração das malas dos atletas para a definição da numeração do uniforme.
“Não sei direito, mas acho que mandaram a numeração que puseram nas nossas malas, com as quais viajamos. Só pode ser essa a explicação, porque, me lembro muito bem, a minha mala tinha o número sete”.
Outras numerações curiosas
Garrincha, que se consagrou usando a camisa 7, atuou com a camisa 11, enquanto o Velho Lobo (Zagallo) vestiu a sete.
O goleiro da Seleção, Gilmar, usou a camisa 3, comum para zagueiros e muito difícil de ser utilizada por um goleiro ao longo da história. Castilho, o goleiro reserva, ficou com a camisa 1.
A camisa 9, tradicionalmente usada pelo artilheiro da equipe, ficou em 1958 para o zagueiro Zózimo.
Craques com a 10
Após o destaque de Pelé, que viria a se tornar o maior jogador de futebol de todos os tempos, muitas outras estrelas se popularizam vestindo a 10. Na Seleção Brasileira, alguns nomes estrelados a vestirem o número foram: Zico, Rivaldo, Ronaldinho e Neymar Jr.
Os argentinos Diego Maradona e Lionel Messi, principais jogadores da história após Pelé, também eternizaram suas histórias vestindo a camisa 10.





