‘Porco’, as ‘Academias’: Veja a origem dos apelidos do Palmeiras

Veja a história por trás dos apelidos 'Porco', 'Palestra', as "Academias" e mais alcunhas que acompanham a história da Sociedade Esportiva Palmeiras

Veja a história por trás dos apelidos 'Porco', 'Palestra', as "Academias" e mais alcunhas que acompanham a história da Sociedade Esportiva Palmeiras

Veja a história por trás dos apelidos 'Porco', 'Palestra', as "Academias" e mais alcunhas que acompanham a história da Sociedade Esportiva Palmeiras | Reprodução Revista Placar

A Gazeta traz nesta semana a origem de alguns dos apelidos da Sociedade Esportiva Palmeiras, além dos já sugestivos “Verdão” e “Alviverde” originados pelas cores verde e branca do clube. Veja abaixo alguns apelidos do Palmeiras e suas origens:

Porco

Continua após a publicidade

Se engana quem pensa que o apelido de “porco” tem a ver com mau odor. Ele na verdade fala sobre o “espírito de porco”, expressão popularmente utilizada para alguém que tem atitudes negativas ou indecentes.

Continua após a publicidade

No dia 28 de abril de 1969, dois jogadores do Corinthians morreram em um trágico acidente de carro na Marginal do Tietê. O lateral-direito Lidu e o ponta-esquerda Eduardo foram as vítimas. Além de lidar com o luto, o Timão ainda teve que pensar na recomposição do elenco. Como a competição já estava no segundo turno, a janela de inscrição de jogadores estava fechada.

Continua após a publicidade

Diante disso, a diretoria alvinegra buscou uma autorização para inscrever dois substitutos, e a Federação Paulista de Futebol (FPF) aceitou desde que ocorresse uma unanimidade. Assim, caso os dirigentes dos 14 clubes que disputavam o Paulistão aceitassem abrir uma brecha na regra, o Corinthians poderia fazer a substituição.

Continua após a publicidade

Isso quase aconteceu. Apenas o Palmeiras votou contra. Além disso, a equipe do Parque São Jorge tentou transferir a data do próximo confronto, também contra o arquirrival. O presidente palmeirense, Delfino Facchina, vetou a troca. Do outro lado, estava Wadih Helu, o presidente corintiano, que o chamou de porco pela atitude. Foi a partir deste episódio que o apelido surgiu.

Continua após a publicidade

Na partida seguinte entre as duas equipes, a torcida do Timão soltou um suíno no gramado do Morumbi antes do duelo começar. Enquanto o animal corria, os torcedores gritavam: “porco, porco”. A provocação durou mais de uma década.

Continua após a publicidade

Contudo, o Palmeiras acabou adotando o apelido e o mascote em 1986. Mais precisamente no dia 29 de outubro, quando os palmeirenses entoaram pela primeira vez o grito de “dá-lhe porco” após uma vitória contra o Santos.

Continua após a publicidade

Na ocasião, a revista Placar fez uma capa com o meia do Verdão, Jorginho, segurando um leitão. A partir daí, a alcunha pegou de vez e o porco passou a dividir a posição de mascote alviverde com o periquito. Com o nome de Gobatto, o mascote é uma referência a João Roberto Gobatto, diretor de marketing, que era favorável à adoção definitiva do apelido já na década de 1980.

Continua após a publicidade

Palestra

Continua após a publicidade

Hoje oficialmente chamado de Sociedade Esportiva Palmeiras, o Verdão tem raízes italianas e foi batizado em sua fundação de “Palestra Itália”, em 1914.

Continua após a publicidade

Porém, durante a Segunda Guerra Mundial, quando o Brasil declarou guerra ao Eixo, o governo de Getúlio Vargas proibiu e, consequentemente, determinou as mudanças de nomes que fizessem menção direta ou indireta à Itália, à Alemanha e ao Japão.

Continua após a publicidade

O Palestra Italia original escolheu o nome “Palmeiras” por ser a letra P a mesma inicial de Palestra, mantendo assim um vínculo com sua antiga denominação. O novo nome também é uma homenagem à extinta “Associação Atlética das Palmeiras”, na qual alguns jogadores do Palestra haviam jogado.

Continua após a publicidade

Em 2009, o Palmeiras utilizou um uniforme azul, em homenagem a seleção italiana de futebol. Daí o grito popular entre os palmeirenses de “Avante Palestra”.

Continua após a publicidade

1º Academia (1961-1970)

Continua após a publicidade

Com um belíssimo futebol apresentado, era tão prazeroso assistir a um jogo do Palmeiras que muitos na época definiam como uma verdadeira “aula de futebol”. Este fato levava torcedores dos mais diversos clubes a assistir aos jogos da “Academia”.

Continua após a publicidade

Com um elenco repleto de jogadores renomados do futebol nacional que tiveram passagem pela Seleção Brasileira, como Valdir de Morais, Djalma Dias, Djalma Santos, Julinho, Ademir, Servílio entre outros, o time da Academia foi um dos poucos que conseguiu derrotar o Santos de Pelé, considerado uma das maiores equipes de futebol de todos os tempos, impedindo assim que o Peixe conquistasse o 12º Paulista consecutivo.

Continua após a publicidade

O momento mais marcante do período da Academia de Futebol aconteceu em 1965, quando a equipe inteira do Palmeiras – desde o técnico até o massagista, e, claro, os jogadores – representou a Seleção Brasileira em um amistoso contra a seleção do Uruguai que fez parte dos festejos de inauguração do Estádio Magalhães Pinto, o “Mineirão”.

Continua após a publicidade

A partida ocorreu no dia 7 de setembro (data da Independência brasileira), e o Palmeiras venceu o Uruguai por 3 a 0. Pela primeira vez na história do futebol nacional, um único clube representava a Seleção Brasileira.

Continua após a publicidade

2º Academia (1971-1980)

Continua após a publicidade

Pouco tempo após o fim da Primeira Academia, novos reforços se uniram aos remanescentes Dudu e Ademir da Guia na formação da Segunda Academia, que desfilou talento pelos gramados na mesma proporção em que conquistou títulos – o time foi três vezes campeão paulista (uma delas de forma invicta), foi bicampeão brasileiro, além de conquistar muitos outros títulos.

Continua após a publicidade

Por se tratar de mais uma equipe dominante e de belo futebol, com apenas dois jogadores remanescentes e todo o restante do time mudado, foi apelidada de “Segunda Academia” do Palmeiras.

Continua após a publicidade

O Maior Campeão do Brasil

Continua após a publicidade

Com um nome já sugestivo, esse apelido se refere ao Palmeiras por ser o clube com mais títulos nacionais em todo o País, levando consigo também o slogan de “Quem tem mais, tem dez” – se referindo às dez ligas nacionais vencidas pelo Verdão.