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ORIGEM DOS APELIDOS PALMEIRENSES

'Porco', as 'Academias': Veja a origem dos apelidos do Palmeiras

Veja a história por trás dos apelidos 'Porco', 'Palestra', as "Academias" e mais alcunhas que acompanham a história da Sociedade Esportiva Palmeiras

Leonardo Sandre

Publicado em 01/08/2022 às 15:14

Atualizado em 01/08/2022 às 16:07

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Veja a história por trás dos apelidos 'Porco', 'Palestra', as "Academias" e mais alcunhas que acompanham a história da Sociedade Esportiva Palmeiras / Reprodução Revista Placar

A Gazeta traz nesta semana a origem de alguns dos apelidos da Sociedade Esportiva Palmeiras, além dos já sugestivos "Verdão" e "Alviverde" originados pelas cores verde e branca do clube. Veja abaixo alguns apelidos do Palmeiras e suas origens:

Porco

Se engana quem pensa que o apelido de "porco" tem a ver com mau odor. Ele na verdade fala sobre o "espírito de porco", expressão popularmente utilizada para alguém que tem atitudes negativas ou indecentes.

No dia 28 de abril de 1969, dois jogadores do Corinthians morreram em um trágico acidente de carro na Marginal do Tietê. O lateral-direito Lidu e o ponta-esquerda Eduardo foram as vítimas. Além de lidar com o luto, o Timão ainda teve que pensar na recomposição do elenco. Como a competição já estava no segundo turno, a janela de inscrição de jogadores estava fechada.

Diante disso, a diretoria alvinegra buscou uma autorização para inscrever dois substitutos, e a Federação Paulista de Futebol (FPF) aceitou desde que ocorresse uma unanimidade. Assim, caso os dirigentes dos 14 clubes que disputavam o Paulistão aceitassem abrir uma brecha na regra, o Corinthians poderia fazer a substituição.

Isso quase aconteceu. Apenas o Palmeiras votou contra. Além disso, a equipe do Parque São Jorge tentou transferir a data do próximo confronto, também contra o arquirrival. O presidente palmeirense, Delfino Facchina, vetou a troca. Do outro lado, estava Wadih Helu, o presidente corintiano, que o chamou de porco pela atitude. Foi a partir deste episódio que o apelido surgiu.

Na partida seguinte entre as duas equipes, a torcida do Timão soltou um suíno no gramado do Morumbi antes do duelo começar. Enquanto o animal corria, os torcedores gritavam: "porco, porco". A provocação durou mais de uma década.

Contudo, o Palmeiras acabou adotando o apelido e o mascote em 1986. Mais precisamente no dia 29 de outubro, quando os palmeirenses entoaram pela primeira vez o grito de "dá-lhe porco" após uma vitória contra o Santos.

Na ocasião, a revista Placar fez uma capa com o meia do Verdão, Jorginho, segurando um leitão. A partir daí, a alcunha pegou de vez e o porco passou a dividir a posição de mascote alviverde com o periquito. Com o nome de Gobatto, o mascote é uma referência a João Roberto Gobatto, diretor de marketing, que era favorável à adoção definitiva do apelido já na década de 1980.

Palestra

Hoje oficialmente chamado de Sociedade Esportiva Palmeiras, o Verdão tem raízes italianas e foi batizado em sua fundação de "Palestra Itália", em 1914.

Porém, durante a Segunda Guerra Mundial, quando o Brasil declarou guerra ao Eixo, o governo de Getúlio Vargas proibiu e, consequentemente, determinou as mudanças de nomes que fizessem menção direta ou indireta à Itália, à Alemanha e ao Japão.

O Palestra Italia original escolheu o nome "Palmeiras" por ser a letra P a mesma inicial de Palestra, mantendo assim um vínculo com sua antiga denominação. O novo nome também é uma homenagem à extinta "Associação Atlética das Palmeiras", na qual alguns jogadores do Palestra haviam jogado.

Em 2009, o Palmeiras utilizou um uniforme azul, em homenagem a seleção italiana de futebol. Daí o grito popular entre os palmeirenses de "Avante Palestra".

1º Academia (1961-1970)

Com um belíssimo futebol apresentado, era tão prazeroso assistir a um jogo do Palmeiras que muitos na época definiam como uma verdadeira "aula de futebol". Este fato levava torcedores dos mais diversos clubes a assistir aos jogos da "Academia".

Com um elenco repleto de jogadores renomados do futebol nacional que tiveram passagem pela Seleção Brasileira, como Valdir de Morais, Djalma Dias, Djalma Santos, Julinho, Ademir, Servílio entre outros, o time da Academia foi um dos poucos que conseguiu derrotar o Santos de Pelé, considerado uma das maiores equipes de futebol de todos os tempos, impedindo assim que o Peixe conquistasse o 12º Paulista consecutivo.

O momento mais marcante do período da Academia de Futebol aconteceu em 1965, quando a equipe inteira do Palmeiras - desde o técnico até o massagista, e, claro, os jogadores - representou a Seleção Brasileira em um amistoso contra a seleção do Uruguai que fez parte dos festejos de inauguração do Estádio Magalhães Pinto, o "Mineirão".

A partida ocorreu no dia 7 de setembro (data da Independência brasileira), e o Palmeiras venceu o Uruguai por 3 a 0. Pela primeira vez na história do futebol nacional, um único clube representava a Seleção Brasileira.

2º Academia (1971-1980)

Pouco tempo após o fim da Primeira Academia, novos reforços se uniram aos remanescentes Dudu e Ademir da Guia na formação da Segunda Academia, que desfilou talento pelos gramados na mesma proporção em que conquistou títulos – o time foi três vezes campeão paulista (uma delas de forma invicta), foi bicampeão brasileiro, além de conquistar muitos outros títulos.

Por se tratar de mais uma equipe dominante e de belo futebol, com apenas dois jogadores remanescentes e todo o restante do time mudado, foi apelidada de "Segunda Academia" do Palmeiras.

O Maior Campeão do Brasil

Com um nome já sugestivo, esse apelido se refere ao Palmeiras por ser o clube com mais títulos nacionais em todo o País, levando consigo também o slogan de "Quem tem mais, tem dez" - se referindo às dez ligas nacionais vencidas pelo Verdão.

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