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Santista campeão olímpico Rogério Sampaio recebe medalha José Bonifácio

A cerimônia foi realizada na Sala Princesa Isabel, no Paço Municipal. Participaram autoridades municipais, amigos do atleta e a mãe dele, Neusa Sampaio Cardoso

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Divulgação/PMS

Um sorriso no rosto e mais uma medalha estampada no peito. O santista Rogério Sampaio recebeu das mãos do prefeito Rogério Santos, nesta sexta-feira (5), a medalha e o diploma de mérito José Bonifácio de Andrada e Silva, uma das maiores honrarias da Cidade e que leva o nome do mais ilustre santista, o Patriarca da Independência. 

A homenagem chegou em um momento especial da vida do eterno judoca e sela as comemorações pelos 30 anos da conquista histórica da medalha de ouro, no dia 1º de agosto de 1992, nos Jogos Olímpicos de Barcelona.

A cerimônia foi realizada na Sala Princesa Isabel, no Paço Municipal. Participaram autoridades municipais, amigos do atleta e a mãe dele, Neusa Sampaio Cardoso. 

A medalha e o diploma de mérito José Bonifácio de Andrada e Silva reverenciam cidadãos e entidades que se destacam por serviços prestados à comunidade santista ou ao País. Para Rogério Sampaio, atualmente diretor-geral do Comitê Olímpico do Brasil (COB), é um orgulho a mais nessa semana de fortes lembranças e muita felicidade na vida dele. 

"Estou surpreso e honrado com a homenagem. Eu tenho uma ligação quase umbilical com Santos. Tenho um orgulho enorme de fazer parte desta Cidade, que tem uma história no esporte riquíssima. Nunca pensei que fosse receber uma homenagem como esta".

O prefeito parabenizou o ex-atleta por todas as conquistas ao longo da carreira e pelo exemplo que deixou para o Município. "Essa homenagem é uma obrigação da Cidade com uma pessoa batalhadora, que tem orgulho de ser santista e que leva o nome da Santos para o mundo todo. Tudo que ele faz, faz com perfeição".

Rogério Sampaio agradeceu o reconhecimento e o carinho recebido. "A gente deveria relembrar diariamente a importância de Santos para o País e para o esporte e temos que continuar trabalhando para que a Cidade continue ocupando esse espaço de liderança. O esporte traz uma formação de valores que é muito importante para a sociedade".

SUPERAÇÃO

Antes da façanha olímpica, o ex-judoca dava aulas em uma academia, uma forma de garantir o sustento. Treinava à noite.  Eram outros tempos para o esporte. Tanto que viajou com quimono emprestado para Barcelona. Mesmo assim, fez história ao chegar desconhecido do grande público e sair dos Jogos Olímpicos com a medalha de ouro, a última das Américas no judô masculino.  

"Foi muito marcante porque era uma outra época. O Brasil começou a participar de Olimpíadas em 1924. E, em 1992, a minha medalha foi a oitava da história dos esportes brasileiros. Era muito raro, então isso faz com que esses 30 anos sejam um marco", relembra. 

Um ano antes, no entanto, Rogério viveu um drama em família com a morte do irmão, Ricardo Sampaio, também judoca e sua grande inspiração. Ricardo, que faria 59 anos neste 5 de agosto, receberá uma nova homenagem, anunciou o prefeito Rogério Santos. 

"Vamos fazer o Centro de Lutas na Arena Santos e o Ricardo Sampaio será mais uma vez homenageado. Já há uma escola no Caruara com o nome dele e agora terá em um núcleo esportivo, do que ele mais gostava de fazer, que era o judô".

O campeão olímpico Rogério Sampaio também fez sucesso fora dos tatames. Foi treinador, diretor-presidente da Fundação Pró-Esportes de Santos (Fupes), Secretário Nacional de Alto Rendimento do Ministério dos Esportes, entre outros postos, e agora atua como diretor-geral do COB.

INSPIRAÇÃO

Em depoimento, na cerimônia, a ex-judoca Danielle Zangrando relatou que só começou a sonhar com Olimpíada a partir das conquistas de Rogério Sampaio. "Foi ali que quis ser atleta. Treinava no mesmo tatame e, então, pensei: também posso. Ele acendeu essa chama em mim", disse Zangrando, que participou de duas edições de Jogos Olímpicos.

Pablo Covas, o amigo que emprestou o quimono a Rogério Sampaio, fez questão de acompanhar a homenagem prestada por Santos ao atleta. "Naquele momento eu tinha patrocinadores e ele não. Então foi algo de amigo e saber que ele poderia representar o Brasil com algo que era meu foi motivo de muito orgulho. E hoje estou emocionado de novo".

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