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Museu abandonado Porto Feliz
Museu abandonado Porto Feliz
Foto: Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo

Governo inicia obra para museu não desabar

PORTO FELIZ. Obras emergenciais do Museu das Monções, no Interior, começaram na última semana; reforma geral porém não tem previsão

O governo do Estado de São Paulo iniciou na última semana as obras emergenciais no Museu das Monções, em Porto Feliz, no interior paulista. O prédio, que é considerado patrimônio histórico, está fechado há nove anos e sofre o risco de desabar. A reforma geral do prédio, orçada em R$ 12 milhões, ainda não tem data para acontecer. Já as emergenciais, que preveem apenas contenção, serão feitas por R$ 1.047 milhão em um prazo de seis meses.

Segundo a Secretaria Estadual de Cultura, "as obras foram iniciadas e, conforme previsto, começaram pela cobertura, onde estão os problemas mais significativos. A empresa responsável pelos trabalhos é a CM Construção Civil".

Ainda de acordo com a nota enviada pela secretaria, "a desmontagem da cobertura foi iniciada e, posteriormente, serão inseridas estruturas de madeira auxiliar para compensar a fragilidade existente. As estruturas estão arqueadas pela insuficiência estrutural às cargas submetidas.

acervo importante.

O Museu das Monções abriga objetos como quadros, roupas e até uma cama em que Dom Pedro II dormiu durante uma passagem por Porto Feliz. O edifício está com problemas de infiltração, pintura, mato alto e com a fachada escorada em estruturas de madeira, já que sofre risco
de desabar.

Além disso, no acervo do museu também há capacetes usados por combatentes da Revolução Constitucionalista de 1932. Por causa da interdição, todo estes objetos foram levados a um galpão alugado pela prefeitura.

Devido à má conservação, o museu foi interditado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) para evitar uma tragédia, parecida com a que aconteceu no Rio de Janeiro, em setembro de 2018.

Histórico.

A Gazeta acompanha desde outubro do ano passado a situação do local e o impasse da liberação da verba para reestruturação do prédio.

Em agosto do ano passado, a Justiça determinou que o Governo do Estado deveria iniciar as obra de reestruturação do local em 30 dias. Dois meses depois da determinação, a Secretaria Estadual de Cultura informou que o processo para reforma estava em licitação e que o início das obras estava previsto para o final de outubro.

Porém, o processo se estendeu até dezembro, e somente no começo de janeiro deste ano a pasta homologou a empresa vencedora da licitação e repassou a verba para obras de contenção.
(Matheus Herbert)

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