Melhor remédio contra a insônia do mundo chega ao Brasil

Medicação tem mecanismo de ação diferente dos remédios tradicionais para insônia, com menor potencial de dependência

Duas a cada três pessoas têm dificuldade para dormir no Brasil

Duas a cada três pessoas têm dificuldade para dormir no Brasil | Freepik

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o medicamento considerado o melhor remédio do mundo contra a insônia.

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O medicamento lemborexante, vendido com o nome comercial de Dayvigo pela farmacêutica japonesa Eisai. A medicaçãot em mecanismo de ação diferente dos remédios tradicionais para insônia, com menor potencial de dependência.

Segundo eleição dos pesquisadores da Universidade de Oxford, este é o remédio com a melhor perfil de eficácia, aceitabilidade e tolerabilidade entre 36 opções avaliadas em estudo publicado na revista The Lancet.

Dose recomendada

Os especialistas recomendam a dose de 5 mg, uma vez por noite, alguns minutos antes de se deitar, com um intervalo mínimo de sete horas de antes de acordar. Caso necessário, a dose pode ser aumentada para 10 mg, segundo a Anvisa.

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Diferença para os outros remédios

Especialistas destacaram ao jornal O Globo que este medicamento atua bloqueando os sinais que mantêm o cérebro acordado, diferente dos benzodiazepínicos e das drogas Z, que reduzem a atividade do sistema nervoso central.

Os benzodiazepínicos e drogas Z, como zolpidem e clonazepam, são muito usados desde a década de 1960, mas podem causar dependência, déficit cognitivo e efeitos adversos graves, como sonambulismo ou paradas respiratórias, especialmente quando combinados com álcool.

Segundo estudos clínicos, o lemborexante tem um risco menor de dependência e efeitos colaterais. Conforme os especialistas, ele é capaz de preencher uma lacuna terapêutica no Brasil, oferecendo uma alternativa segura.

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Alguns medicamentos como eszopiclona, também com baixo risco de dependência, aparecem como comparáveis ao lemborexante.

Problema da insônia no Brasil

Duas a cada três pessoas têm dificuldade para dormir no Brasil, enquanto cerca de 15% têm diagnóstico formal de insônia crônica, segundo dados do Instituto do Sono.

Para o tratamento, o início é marcado por uma terapia que prioriza mudanças de hábitos, como higiene do sono, prática de exercícios, redução de cafeína e álcool, além de técnicas da Terapia Cognitivo-Comportamental para Insônia (TCC-I).

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Contudo, mesmo com essa alternativa, 8,5% da população brasileira, cerca de 18 milhões de pessoas, utilizam medicamentos para insônia. No ano de 2024, ocorreu o comércio de quase 16 milhões de caixas de zolpidem, número três vezes maior do que há 10 anos, de segundo os dados divulgados a pedido do jornal.

Especialistas reforçam que o tratamento medicamentoso não deve ser normalizado para qualquer situação, devendo ser utilizado pontualmente ou apenas em períodos curtos, sempre com dose menor e com o monitoramento médico adequado.

Isso ocorre principalmente nos casos de pacientes com menos de seis horas por noite e com prejuízos na funcionalidade diária.

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Com isso, especialistas reforçam que o tratamento medicamentoso deve ser usado pontualmente ou por períodos curtos, com dose menor e monitoramento médico, principalmente para pacientes com menos de 6 horas de sono por noite e prejuízos na funcionalidade diária.