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O infectologista David Uip é chefe do centro de combate ao Covid-19 no Estado de São Paulo
O infectologista David Uip é chefe do centro de combate ao Covid-19 no Estado de São Paulo
Foto: Danilo M Yoshioka/Futura Press/Folhapress

Hospitais da Capital estão com mais de 70% de ocupação das UTIs dedicadas à Covid-19

Pelo menos cinco hospitais ultrapassaram a marca; segundo David Uip, os pacientes da Covid-19 costumam ficar pelo menos duas semanas na UTI

Pelo menos cinco hospitais da cidade de São Paulo estão com mais de 70% de ocupação de leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) dedicados à Covid-19. A informação é do infectologista David Uip, em coletiva realizada nesta terça-feira (14).

Entre os hospitais com maior percentual de uso da capacidade de leitos de terapia intensiva destinados especificamente para a doença, na terça-feira (14), estão: Hospital Sancta Maggiore Higienópolis (83%), Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (77%), Hospital Municipal do Tatuapé (77%), Conjunto Hospitalar do Mandaqui (76%) e Santa Casa de São Paulo (71%).

O infectologista explica ainda que os pacientes da Covid-19 costumam ficar pelo menos duas semanas na UTI. “O número de dias que pacientes ficam internados em ambientes de UTI não é inferior a 14 dias, e muitas vezes 21 dias ou mais. Isso significa que se 'rodizia' pouco os leitos de UTI. Não tem o movimento de entra e sai”, diz Uip.

Ele também explicou que há um aumento diário de necessidade de leitos de UTI nas redes pública e privada do Estado de São Paulo.

CASOS.

O estado de São Paulo chegou nesta terça-feira a 695 mortes ao total causadas pelo novo coronavírus. De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, foram 87 óbitos no período de 24 horas, um recorde desde o início da pandemia. Também são 9.371 casos confirmados, 476 a mais em comparação a segunda-feira.

Nesta terça-feira foi registrado o pico de internações de confirmados para Covid-19, com mais de 2 mil pacientes assistidos em hospitais. São 1.111 em leitos de UTI e 1.042 em enfermarias.

Ainda de acordo com a secretaria, já são 183 cidades com pelo menos um caso e 73 municípios com no mínimo uma morte no Estado.

Entre as vítimas fatais, estão 409 homens e 286 mulheres. Os óbitos em pacientes com mais de 60 anos contabilizam 80,7% dos casos.

Os números, porém, podem ser muito maiores do que os oficiais. O secretário estadual da Saúde, José Henrique Germann, disse na tarde desta terça-feira de que, na realidade, já deve chegar a 100 mil o número de pessoas infectadas pelo novo coronavírus no Estado. A estimativa foi feita ao ser questionado em entrevista coletiva sobre a subnotificação de casos.

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