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O Coletivo 302 mantinha uma autorização por escrito da Secretaria de Cultura e CMT. Membro satiriza a situação
O Coletivo 302 mantinha uma autorização por escrito da Secretaria de Cultura e CMT. Membro satiriza a situação
Foto: Nair Bueno/DL

Artistas do Coletivo 302 são prejudicados por cenografia removida

Um contêiner com toda a cenografia de seu espetáculo foi tirado a guincho pela Companhia Municipal de Trânsito (CMT) em Cubatão

Após a Secretaria de Cultura remover toda a cenografia do espetáculo do Coletivo 302, artistas de Cubatão, no litoral de São Paulo, alegam descaso da secretaria. O material foi removido a guincho pela Companhia Municipal de Trânsito (CMT). "Nosso contêiner com todo o material de som, luz, cenário e figurino foi transportado como lixo para o pátio sem termos sido comunicados oficialmente, alegando que ele estava abandonado. Só descobrimos alguns dias depois ao ver um vídeo gravado no local no qual não identificamos a presença do nosso contêiner", explicam.

O Coletivo 302 mantinha uma autorização por escrito da Secretaria de Cultura e CMT. Em 26 de agosto, segundo revelam, houve um contato pedindo a remoção do material mas, nas atuais condições financeiras dos artistas em função da pandemia, foi pedido um prazo para resolverem a situação.

"O vírus frustrou nossos planos, perdemos um ótimo contrato. Ficamos sem poder exercer nossos ofícios ao mesmo tempo que buscávamos auxílio emergencial para poder encarar esses tempos de crise", explicam.

Segundo contam, a cenografia é da produção mais recente da companhia de jovens artistas, 'Vila Parisi' e conta com 25 trabalhadores da cultura. O amplo cenário exigia um contêiner na praça. O espetáculo é resultado de um ciclo de estudos com o pesquisador e crítico teatral Alexandre Mate, o cenógrafo e arquiteto J. C. Serroni, entre outros renomados nomes da cena teatral do País. Fruto de um amplo projeto de memória oral com outras gerações, o espetáculo age na base dos depoimentos dos moradores de um extinto bairro local.

Os artistas de Cubatão tentaram contatar as partes e informam não contar com qualquer pedido de desculpas, ao contrário, indicaram que para ter acesso aos equipamentos cênicos, seria necessário cerca de R$ 1,6 mil de guincho.

Prefeitura

A CMT esclarece que o contêiner estava autorizado a permanecer no canteiro frontal do Cruzeiro Quinhentista de janeiro a junho. Após esse período, o contêiner não foi retirado, motivando reclamações, pois atrapalhava a visibilidade de motoristas e servia de abrigo para usuários de drogas.

A CMT solicitou à Secretaria providências para retirada do equipamento e, ao mesmo tempo, tentou contatar integrantes do Coletivo 302 para que fosse feita a remoção. Não conseguindo, removeu o contêiner com todos os cuidados possíveis e encaminhou o equipamento para o pátio localizado na Avenida Plínio de Queiróz. A Assessoria Jurídica da CMT analisa a liberação do contêiner com isenção das taxas.

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