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Jean Gorinchteyn, secretário estadual de Saúde, durante coletiva de imprensa na tarde de ontem
Jean Gorinchteyn, secretário estadual de Saúde, durante coletiva de imprensa na tarde de ontem
Foto: Reprodução/Governo de SP

Governo de SP prevê liberação da Coronavac pela Anvisa em janeiro

Secretário disse que os testes se aproximam da fase final e deve ter resposta do comitê internacional independente na primeira semana de dezembro

Nesta segunda-feira, o secretário estadual da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, disse que os testes da Coronavac se aproximam da fase final e deve ter resposta do comitê internacional independente na primeira semana de dezembro sobre a eficácia do imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac. A expectativa do governo paulista é que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) libere a vacina em janeiro de 2021.

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“O Instituto Butantan detalha a fase final da aprovação para a Coronavac, tendo atingido o numero mínimo de infectados, e isso é a possibilidade de permitir a abertura do estudo clínico e a análise desses resultados”, disse o secretário.

“A expectativa é que já no mês de janeiro próximo a Anvisa tenha aprovado a Coronavac e, com os 46 milhões de doses disponíveis, o Instituto Butantan em conjunto com o programa nacional de imunização terá a possibilidade de vacinar brasileiros de todo o País”.

De acordo com o Instituto Butantan, foram confirmados 74 casos de Covid-19 no universo de 10.800 voluntários até aqui, acima do mínimo de 61 necessários para a chamada abertura do estudo. 

“Eu já tenho repetido em outras coletivas que o estudo clínico estava muito próximo de chegar ao numero mínimo de pessoas com Covid para permitir a sua abertura. Pois bem. Esse número mínimo, de 61, aconteceu semana passada, nós autorizamos a abertura do estudo clínico. Hoje, nós já estamos com 74 casos”, disse o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas.

O comitê externo irá agora avaliar a evolução do quadro clínico nesses pacientes e tirar o duplo-cego para saber se os casos ocorreram nos voluntários que receberam a vacina ou o placebo (ou seja, produto com compostos inativos), algo que nem os pacientes e nem os pesquisadores sabem de antemão.

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