Colheita de café no maior cafezal urbano do mundo reúne famílias em São Paulo

Evento marcou a abertura oficial da safra do café, que prossegue até a primavera, distribuindo sabores, aromas, colorido e riquezas por todo o Estado   

Colheita do Café Instituto Biológico

Colheita do Café Instituto Biológico | Rodrigo Pivas/Gazeta de S.Paulo

A abertura oficial da colheita de café no maior cafezal urbano do mundo reuniu famílias na Vila Mariana, São Paulo. Localizado próximo à Avenida 23 de Maio, o cafezal mantido pelo Instituto Biológico está em produção há 70 anos. Todos os grãos colhidos durante o evento Sabor da Colheita são revertidos para obras sociais pelo Fundo Social de Solidariedade do Estado.

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Maior cafezal urbano do mundo

Com uma área do tamanho de um campo de futebol, a colheita dos 1.536 pés de café Catuaí e Mundo Novo rendeu cerca de 500 quilos de pó. A atividade envolveu grupos de 30 pessoas, incluindo crianças, adultos e idosos. O evento também contou com oficinas sobre o preparo criativo da bebida e sustentabilidade.

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Plantado na década de 1950 junto ao edifício-sede do Instituto Biológico, o cafezal tinha originalmente cerca de 2.500 pés. O objetivo era servir à pesquisa científica e, também, preservar a memória da instituição. Hoje, a lavoura ocupa uma área com dez mil metros quadrados e possui 1.536 pés de Coffea arábica, nas variedades Mundo Novo e Catuaí.

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Atualmente, seu propósito maior é didático, histórico e cultural, destinando-se às pessoas que desejam conhecer uma plantação de café, sua história e outras particularidades, além dos princípios das boas práticas agrícolas.

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Sabor da colheita

Desde 2006, entre os meses de maio e junho, é realizado o evento Sabor da Colheita. Na prática, essa agenda é um ato simbólico que marca o início da safra do grão no Estado. Importante opção de turismo na Cidade, o cafezal do Instituto Biológico forma uma grande área verde no centro da Capital.

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Breve história do café no Brasil

No século XVIII, o café era um bem precioso guardado a sete chaves pelos países que o possuíam. Portugal só conseguiu acesso ao produto em 1727, graças a uma operação sigilosa comandada pelo sargento-mor Francisco de Melo Palheta, que trouxe mudas da Guiana Francesa para o Brasil. Essas mudas foram plantadas inicialmente no Pará e, a partir daí, o café se espalhou por vários estados.

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O grão chegou a São Paulo pelo Vale do Paraíba em 1806, criando rapidamente a casta dos ‘barões do café’ com seus casarões suntuosos. Em 1849, o Brasil já era o maior produtor mundial dessa cultura.

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No início do século XIX, os grandes produtores, os ‘barões do café’, exerciam grande influência política no Estado. Para atender às necessidades técnicas desse grupo, foi criado o Instituto Biológico em 1927. Na metade da década de 1950, foram plantados cerca de 2.500 pés de café junto ao edifício-sede do Instituto, para servir à pesquisa científica e preservar a memória histórica da instituição.

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Visitas 

O Cafezal do Instituto Biológico pode ser visitado inclusive em outras épocas do ano, mediante agendamento via [email protected].