O ex-governador de São Paulo Márcio França (PSB) reafirmou sua pré-candidatura ao Palácio dos Bandeirantes caso fracasse um acordo dele com o PT para eventual retirada do nome de Fernando Haddad, ao participar de sabatina realizada por Folha e UOL nesta segunda-feira (2).
Com 20% das intenções de voto segundo a última pesquisa do Datafolha, França diz ter proposto ao PT que a escolha do nome do grupo na disputa estadual seja feita levando em conta não só a declaração de voto, mas também a possibilidade de voto aferida pelos levantamentos.
“Se não houver acordo, vamos com a candidatura até o fim”, afirmou. “Se eles não toparem a [definição por] pesquisa, nós teremos duas candidaturas.” Ele argumentou que sua campanha seria mais forte por ter mais facilidade do que a de Haddad em atrair eleitores refratários à esquerda.
Segundo o ex-governador, o pré-candidato do PT à Presidência, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e a presidente nacional da legenda, Gleisi Hoffmann, aceitaram a proposta, mas o diretório petista estadual ainda quer analisar melhor o assunto.
Ainda de acordo com ele, Haddad declarou que concorda com a escolha via pesquisas, mas que haveria entraves com o comando do partido no estado. “O acordo tem a ver com a escolha do Senado. O que ganha disputa o governo e o que perde, se quiser, disputa o Senado”, disse.
O representante do PSB respondeu que não esconderá Lula em sua campanha, caso ela seja mantida, já que a prioridade é evitar a reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL). “Hoje o que está em discussão é democracia [versus] não democracia. E eu vou ficar do lado da democracia.”
França também usou a sabatina para acenar com promessas e plataformas de campanha. Disse ser a favor das câmeras corporais nas roupas dos policiais militares, mas defendeu que os equipamentos sejam acionados só antes de ações com uso de arma, em vez de gravarem imagens ininterruptamente.
O postulante afirmou ainda que, se eleito em outubro para um mandato a partir de 2023, em até dois anos será extinta a cracolândia e em até um ano não haverá mais população de rua. “A gente não pode se acostumar com o que está errado. Isso está errado.”
