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ACIDENTE FATAL EM SP

Motorista de Porsche diz que dirigia acima do limite quando bateu em carro de motorista de app

Ainda em depoimento, motorista de carro de luxo não soube dizer qual a velocidade que estava, negou ter bebido e disse que o acidente foi uma fatalidade; motorista de aplicativo morreu

Matheus Herbert

Publicado em 02/04/2024 às 22:25

Atualizado em 02/04/2024 às 22:26

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Fernando não soube dizer qual a velocidade que estava no momento da batida / Reprodução/Tv Globo

Durante depoimento na tarde desta segunda-feira (1º), o empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, motorista do Porsche que matou o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, após bater no carro dele, disse que antes do acidente ele estava em uma casa de poker com um amigo e que trafegava um pouco acima do limite de 50 km/h para a via quando ocorreu o acidente.

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O caso ocorreu na madrugada de domingo (31) na Avenida Salim Farah Maluf, na zona leste de São Paulo, mas Fernando se apresentou à polícia por volta das 16h de segunda-feira - mais de 30 horas depois do acidente fatal

Ainda em depoimento, Fernando não soube dizer qual a velocidade que estava no momento da batida, negou ter bebido e disse que o acidente foi uma fatalidade. 

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Segundo um casal que estava em outro veículo, um Hyundiai HB20, o Porsche azul, dirigido pelo empresário, o ultrapassou em alta velocidade, depois perdeu o controle, batendo no Renault Sandero branco, guiado por Orlando. O homem e a mulher já foram ouvidos pela investigação. O texto conta com informações do “G1”. 

Polícia Civil segue com a investigação do acidente 

Um vídeo gravado por câmeras de segurança mostra o momento exato em que o Porsche Carrera bate na traseira do Renault Sandero. Orlando morre após o impacto.  Confira vídeo abaixo: 

Agora, a Polícia Civil vai analisar as imagens para determinar qual foi a velocidade do Porsche no momento da colisão com o Sandero. O laudo pericial irá informar se o carro de luxo estava com velocidade acima do limite para o trecho. 

Orlando foi socorrido por uma ambulância dos Bombeiros e levado com parada cardiorrespiratória ao Hospital Municipal do Tatuapé, onde não resistiu e morreu. O motorista tinha 52 anos e estava sozinho no veículo. 

Segundo a Polícia Militar (PM), que atendeu a ocorrência, Fernando fugiu do local do acidente com a mãe dele, Daniela Cristina de Medeiros Andrade. O motorista não fez o teste do bafômetro e nem havia dado a sua versão para o que aconteceu. 

Justiça chegou a pedir a prisão temporária 

O 30º Distrito Policial (DP), no Tatuapé, chegou a pedir a Justiça a prisão temporária do motorista do Porsche, mas a solicitação foi negada. A delegacia alegava que Fernando fugiu do local do acidente e estava em alta velocidade e que precisaria ser preso porque a sociedade pedia sua prisão. Mas a Justiça negou o pedido argumentando que o motorista já havia se apresentando na delegacia.

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