Penitenciária de Tremembé abate um dia de pena após três dias de trabalho

P1 e P2 costumam receber presos de casos midiáticos, como o caso de Robinho e Suzane von Richthofen

Penitenciária 2, em Tremembé, é considerada o presídio dos famosos

Penitenciária 2, em Tremembé, é considerada o presídio dos famosos | Reprodução/EPTV

A cidade de Tremembé, no interior de São Paulo, é a casa de 51 mil habitantes e de muitos presidiários. A cidade é local de um complexo prisional de cinco unidades, três exclusivamente masculinas e duas femininas. Entre as unidades, a Penitenciária 2 “Dr. José Augusto Salgado” é a mais famosa e também é conhecida como “presídio dos famosos”.

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Nesta quinta-feira (20/06), Ronnie Lessa, envolvido no assassinato de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, foi transferido para a Penitenciária 1 a mando do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Mesmo sendo um caso midiático, o criminoso não foi encaminhado à P2.

Presídio dos famosos

A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) direciona os presidiários de casos midiáticos à Penitenciária de Tremembé por uma questão de segurança e privacidade.

“A seleção é rigorosa. O primeiro pré-requisito para passar pelo crivo é ter cometido atrocidades rejeitadas pela comunidade prisional, como estupro, executar refém, feminicídio, infanticídio, corrupção ou matar membros da própria família com brutalidade”.

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“Ser autor de crime de impacto na mídia também é garantia de um colchão no local. Advogados, médicos, pedófilos, ex-policiais, ex-promotores, jornalistas e políticos figuram na lista da clientela preferencial de Tremembé”, disse Ullisses Campbell em seu livro Suzane: Assassina e Manipuladora.

Entre os famosos, o ex-jogador de futebol Robinho e o motorista do Porsche Fernando Sastre vivem na Penitenciária 2, de Tremembé. Relembre alguns famosos que já passaram por lá.

Privilégios

Segundo Ullisses Campbell, o “presídio dos famosos” fornece aos prisioneiros um salário mínimo, empregos em ateliê de corte e costura, reforma de carteiras escolares, usinagem e montagem de torneiras.

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Além disso, o jornalista e escritor alega que na Penitenciária de Tremembé, a cada três dias trabalhados, um dia é reduzido na pena do prisioneiro.

Etiqueta

O livro também revela que a penitenciária estabelece regras de etiqueta. Não é permitido perguntar o crime cometido, a iniciativa deve partir de cada um. Caso questionados, os presidiários devem responder o número do Código Penal.

Ullisses ainda conta que, na entrada do setor masculino da P2 uma frase está escrita nas paredes. “Este presídio só recebe o homem. O delito e seu passado ficam nesta portaria”.

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*Texto sob supervisão de Diogo Mesquita