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PROPAGANDA ANTECIPADA

Pré-candidata do Novo critica valor de multas a Lula e Boulos

TRE-SP condenou Lula a pagar R$ 20 mil por propaganda antecipada, enquanto Boulos foi multado em R$ 15 mil

Bruno Hoffmann

Publicado em 21/06/2024 às 15:55

Atualizado em 21/06/2024 às 16:03

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Marina Helena é pré-candidata à prefeitura de São Paulo / Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo

A pré-candidata do Novo à Prefeitura de São Paulo, a economista Marina Helena, criticou a decisão da Justiça eleitoral de multar o presidente Lula (PT) e o também pré-candidato Guilherme Boulos (PSOL) por propaganda eleitoral antecipada no ato de 1º de Maio, na Capital. Segundo ela, o valor fixado pelo juiz foi muito baixo.

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) condenou Lula a pagar R$ 20 mil, enquanto a pena fixada ao psolista foi de R$ 15 mil.

“Eu acho é pouco. O benefício eleitoral que Boulos teve vale muito mais que R$ 35 mil”, disse ela, que havia entrado na Justiça após o ato do Dia do Trabalho.

“Num país sério, esse caso renderia pelo menos a demissão da ministra da Cultura, por ter usado verbas da Lei Rouanet para um comício. Foram destinados cerca de R$ 250 mil da Rouanet, além de R$ 3 milhões da Petrobras. É um escândalo”, completou a economista.

O que aconteceu

No ato de 1º de Maio, realizado ao lado da Neo Química Arena, estádio do Corinthians, Lula pediu votos para Boulos, seu aliado na cidade de São Paulo.

“Eu quero dizer para vocês: ninguém derrotará esse moço aqui se vocês votarem no Boulos para prefeito de São Paulo nas próximas eleições. E eu vou fazer um apelo, cada pessoa que votou o Lula em 89, em 94, em 98, em 2006, em 2010, em 2018, em 2022, dizem votar no Boulos para prefeito de São Paulo”, disse o presidente.

Outros partidos foram à Justiça

Além do Novo, o MDB, do prefeito Ricardo Nunes (MDB), e o deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil), também pré-candidato na Capital, buscaram a Justiça após o episódio.

Já Tabata Amaral (PSB) disse que ainda iria se reunir com a equipe jurídica para decidir o que faria, mas acabou não entrando com qualquer ação contra o presidente e o psolista.

Boulos vai recorrer

Em nota, a assessoria de Boulos anunciou que vai recorrer da decisão.

"A pré-campanha irá recorrer da decisão do TRE-SP. O prefeito Ricardo Nunes, ele sim, tem usado a máquina pública para promoção pessoal. Nunes é alvo de duas representações do PSOL por uso da máquina pública e campanha eleitoral antecipada. As ações citam reportagens veiculadas pela imprensa envolvendo o uso de servidores para compor claque de apoio a Nunes em eventos custeados pela prefeitura, bem como falas do prefeito usando eventos custeados pela prefeitura insinuando a necessidade de sua própria reeleição e fazendo ataques ao deputado Guilherme Boulos".

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