A Seleção Brasileira faz sua estreia na Copa do Mundo de 2026 neste sábado (13/6), às 19h (horário de Brasília), diante de Marrocos, no Estádio New York New Jersey, nos Estados Unidos. Além da expectativa pelo primeiro jogo do Brasil no Grupo C, o adversário chama atenção por uma característica incomum: a maioria de seus convocados nasceu fora do território marroquino.
Dos 26 jogadores selecionados para o Mundial, 19 nasceram em outros países, como França, Espanha, Bélgica, Holanda e Canadá. O número coloca Marrocos como a terceira seleção com mais atletas estrangeiros na Copa, atrás apenas de Curaçao e da República Democrática do Congo.
Estrelas europeias reforçam a seleção marroquina
Entre os principais nomes da equipe africana estão o meia Brahim Díaz, do Real Madrid, e o lateral Achraf Hakimi, um dos destaques do Paris Saint-Germain. Ambos nasceram na Espanha, mas optaram por defender a seleção marroquina por conta de suas origens familiares.
Outros jogadores importantes do elenco também nasceram fora do país. É o caso do jovem Ayyoub Bouaddi, destaque do Lille e ex-capitão das categorias de base da França, além de Ismael Saibari, do PSV, que vem despertando interesse de grandes clubes europeus.
A forte presença de atletas nascidos no exterior reflete a diáspora marroquina, fenômeno que levou milhões de pessoas de origem africana a se estabelecerem em diversos países ao longo das últimas décadas.
Segundo um levantamento da Universidade de Oxford, a seleção de Marrocos utilizou 61 jogadores nascidos em outros países nos últimos dez anos. Aproximadamente metade desses atletas escolheu representar o país de origem de suas famílias no cenário internacional.
Marrocos chega à estreia com baixas importantes
Apesar da qualidade técnica do elenco, Marrocos sofreu perdas significativas às vésperas da Copa do Mundo. Nesta semana, a equipe confirmou as ausências do zagueiro Nayef Aguerd, atualmente no Olympique de Marseille, e do atacante Abde Ezzalzouli, um dos destaques do Betis.
As baixas aumentam a preocupação da comissão técnica para o duelo contra o Brasil, considerado um dos mais difíceis da fase de grupos.
Mesmo assim, a seleção africana aposta na experiência de jogadores que atuam nas principais ligas da Europa para tentar surpreender a equipe brasileira na abertura de sua campanha no Mundial.
