Receita Federal retém contêineres com mercadorias falsas em Santos

Foram retidas mais de 84 toneladas de produtos falsificados. Pelo grande potencial de risco, destacam-se as peças automotivas e as baterias de celulares

Os principais destinos das mercadorias tratadas foram a China, com 49% dos navios tratados, seguida pelo Vietnã (9%) e Indonésia (8%)

Porto de Santos | SPA / DIVULGAÇÃO

A Alfândega da Receita Federal do Brasil no Porto de Santos está realizando a retenção de 17 contêineres contendo mercadorias falsificadas.  

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A seleção da carga foi feita pela área de Gestão de Riscos da Receita Federal, com a inserção de parâmetros em sistemas gerenciados pela Instituição e análise das informações resultantes. Durante o processo, também são utilizadas as imagens de escâneres das unidades de carga. 

Até o momento foram concluídas as verificações físicas de 15 contêineres e a confirmação da falsificação de parte das mercadorias. Com a apresentação dos laudos de inautenticidade das marcas prejudicadas, essas cargas foram separadas e retidas para a formalização da apreensão de ofício de mais de 84 toneladas de diversos tipos de mercadorias entre elas: caixas de som, mini games, cigarros eletrônicos, aparelhos celulares, baterias, peças automotivas, mel do amor, carregadores, pomada anestésica, calçados, relógios, roteadores, capas de celular, bolsas e fones de ouvido. 

Em relação às peças automotivas, destacam-se os potenciais riscos de danos aos veículos e à vida de seus condutores, passageiros e de terceiros. Entre as mercadorias falsificadas foram encontradas peças para suspensão, pastilhas e fluídos de freio, airbags, amortecedores, óleos lubrificantes, velas de ignição, bicos injetores para motores diesel de caminhões entre outras. 

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Um princípio de incêndio em uma caixa contendo baterias de celulares falsificadas ocorreu durante a conferência física da carga. O fato demonstra os riscos ao transporte e os perigos que ficamos sujeitos na utilização desse tipo de mercadoria. 

A comercialização de produtos falsificados viola os direitos autorais, causa danos ao erário (prejuízo na arrecadação de impostos), aumento nos índices de desemprego, desencadeia a prática de concorrência desleal, alimenta o crime organizado e pode causar acidentes graves ou até mesmo fatais.  

O trabalho desenvolvido pela Alfândega de Santos faz parte das ações de vigilância e repressão aos ilícitos aduaneiros, reforçando a presença fiscal e aumentando a percepção de risco àqueles que tentam utilizar o complexo portuário santista e o modal marítimo para o cometimento de crimes.