X

QUALIDADE DO AR

São Bernardo é a única cidade da Grande SP a apresentar qualidade do ar 'muito ruim'

Por outro lado, Diadema foi a única a não apresentar qualidade do ar 'ruim' ou 'muito ruim' em fevereiro deste ano, conforme a Cetesb

Bruno Hoffmann

Publicado em 01/04/2024 às 13:39

Atualizado em 01/04/2024 às 20:45

Comentar:

Compartilhe:

A-

A+

Publicidade

O centro de São Bernardo do Campo chegou a apresentar qualidade do ar 'muito ruim' em fevereiro deste ano / Divulgação/SBC

O centro de São Bernardo do Campo chegou a apresentar qualidade do ar “muito ruim” em fevereiro deste ano. A cidade foi a única na Grande São Paulo entre as analisadas a alcançar o índice, de acordo com a Cetesb.

Siga as notícias da Gazeta de S.Paulo no Google Notícias

Segundo o relatório, em 3% do período analisado no município a qualidade do ar foi "muito ruim" e em outros 3% "ruim". Já na categoria "moderada" ficou durante 18% do tempo. "Boa" representou 76% do período analisado.

No mês anterior, em janeiro, a cidade não chegou ao índice de "muito ruim" em nenhum momento.

Faça parte do grupo da Gazeta no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

Por outro lado, Diadema foi a única a não ter o ar que a população respira como "ruim" ou "muito ruim" entre as que tiveram a medição feita para concentração de ozônio. O município ficou entre os índices "boa" ou "moderada".

As cidades da Grande São Paulo que tiveram a qualidade do ar medida pela Cetesb em fevereiro foram, além do centro de São Bernardo do Campo e Diadema: Carapicuíba, Guarulhos-Paço Municipal, Guarulhos-Pimentas, Mauá e Santo André-Capuava.

São Caetano do Sul também tem estações de medições da Cetesb, mas os dados estavam indisponíveis “devido a questões operacionais”.

A concentração de ozônio, conforme a própria companhia, pode causar agravamento para toda a população "dos sintomas como tosse seca, cansaço, ardor nos olhos, nariz e garganta e ainda falta de ar e respiração ofegante”.

Os efeitos podem ser ainda mais graves à saúde de grupos sensíveis, como crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias e cardíacas. Os dados estão Boletim Mensal da Qualidade do Ar para o Estado de São Paulo.

O que é o ozônio

O poluente medido pela Cetesb é o ozônio, formado pela reação entre os óxidos de nitrogênio (emitidos por processos de combustão, veicular e industrial) e dos compostos orgânicos voláteis (emitidos em queima de combustíveis automotivos e em processos industriais), na presença de luz solar.

Historicamente, de acordo com a Cetesb. as concentrações mais elevadas ocorrem com mais frequência no período da primavera e do verão, época em que a incidência da radiação solar é mais intensa e as temperaturas são mais elevadas.

Situação alarmante no ar da Capital

O ar da cidade de São Paulo está cada vez mais poluído. Nos últimos três anos, a concentração de ozônio na Capital disparou em todas as estações de monitoramento da Cetesb.

O quadro, porém, pode ter sido ainda pior. Em fevereiro, quatro das 15 estações da Cetesb não estavam em operação ou captaram dados incompletos ao longo dos 29 dias do mês.

Níveis de qualidade o ar

A qualidade do ar é classificada pela Cetesb de em cinco níveis: boa, moderada, ruim, muito ruim e péssima. Entenda como os níveis podem afetar a saúde da população:

Moderada

Pessoas de grupos sensíveis (crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias e cardíacas) podem apresentar sintomas como tosse seca e cansaço.

Ruim

Toda a população pode apresentar sintomas como tosse seca, cansaço, ardor nos olhos, nariz e garganta. Pessoas de grupos sensíveis (crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias e cardíacas) podem apresentar efeitos mais sérios na saúde).

Muito ruim

Toda a população pode apresentar agravamento dos sintomas como tosse seca, cansaço, ardor nos olhos, nariz e garganta e ainda falta de ar e respiração ofegante. Efeitos ainda mais graves à saúde de grupos sensíveis (crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias e cardíacas).

Péssima

Toda a população pode apresentar sérios riscos de manifestações de doenças respiratórias e cardiovasculares. Aumento de mortes prematuras em pessoas de grupos sensíveis.

Apoie a Gazeta de S. Paulo
A sua ajuda é fundamental para nós da Gazeta de S. Paulo. Por meio do seu apoio conseguiremos elaborar mais reportagens investigativas e produzir matérias especiais mais aprofundadas.

O jornalismo independente e investigativo é o alicerce de uma sociedade mais justa. Nós da Gazeta de S. Paulo temos esse compromisso com você, leitor, mantendo nossas notícias e plataformas acessíveis a todos de forma gratuita. Acreditamos que todo cidadão tem o direito a informações verdadeiras para se manter atualizado no mundo em que vivemos.

Para a Gazeta de S. Paulo continuar esse trabalho vital, contamos com a generosidade daqueles que têm a capacidade de contribuir. Se você puder, ajude-nos com uma doação mensal ou única, a partir de apenas R$ 5. Leva menos de um minuto para você mostrar o seu apoio.

Obrigado por fazer parte do nosso compromisso com o jornalismo verdadeiro.

VEJA TAMBÉM

ÚLTIMAS

ESPECIAL TURISMO

Ilha do Montão do Trigo: Conheça o paraíso do litoral norte

Localizada em São Sebastião, a ilha tem águas cristalinas, muita natureza e uma história de impressionar; saiba mais

NO MINISTÉRIO PÚBLICO

Boulos pede investigação contra Nunes por empresas ligadas ao crime organizado

Pré-candidato do PSOL diz ao Ministério Público que atual gestão municipal se mostrou impotente 'para fazer frente a essa situação degradante'; entenda

©2021 Gazeta de São Paulo. Todos os Direitos Reservados.

Layout

Software

Newsletter