São Paulo tem um terço do total de mulheres presas no País

Crimes relacionados ao tráfico de drogas representa a maior parte das prisões no Estado

Encarceramento de mulheres cresceu desproporcionalmente no Brasil em relação a outros países diz estudo

Encarceramento de mulheres cresceu desproporcionalmente no Brasil em relação a outros países diz estudo | Wilson Dias/Agência Brasil

O Brasil ultrapassou a Rússia e se tornou o terceiro país do mundo com mais mulheres encarceradas. O número é puxado pelo estado de São Paulo, onde estão 36% da população feminina do total de detentos brasileiros, segundo dados do Infopen.

Continua após a publicidade

Crimes relacionados ao tráfico de drogas são os que mais privam de liberdade no País, representando 62% dos casos. Isso explica, na visão de entidades, a alta taxa de encarceramento de mulheres no Estado paulista. Ao portal R7, Stella Chagas, coordenadora do ITTC (Instituto Terra, Trabalho e Cidadania), afirmou que o fato de São Paulo possuir os dois aeroportos mais movimentados Brasil, é algo que corrobora para estas estatísticas.

Continua após a publicidade

“Isso pode acabar influenciando as prisões por tráfico de drogas, visto que esse é o crime que mais põe mulheres na prisão”, opina Chagas.

Continua após a publicidade

Encarceramento de mulheres cresce 

Continua após a publicidade

Dados do ICPR (Instituto de Pesquisa em Políticas Criminal e de Justiça), da Birkbeck College, de Londres, no Reino Unido, mostram que a privação de liberdade para mulheres cresceu desproporcionalmente no Brasil.

Continua após a publicidade

Enquanto a média mundial aponta um crescimento de 60% em prisões de pessoas do sexo feminino nos últimos 22 anos, no Brasil, essa taxa foi de 322%. Em 2000, 10.112 brasileiras estavam em regime fechado e neste ano, o total já atinge 42.694 mulheres. 

Continua após a publicidade

O Brasil ultrapassou a Rússia e já é o terceiro país com mais mulheres presas, mesmo sendo o sexto em densidade populacional geral.

Continua após a publicidade

Segundo Catherine Heard, Diretora do programa de pesquisa mundial sobre prisões do ICPR, é um cenário “profundamente problemático” o aumento no número de prisões de mulheres.

Continua após a publicidade

“Encarcerar mais mulheres por mais tempo não faz nada para tratar a injustiça social, pois simplesmente causa mais dano àquelas encarceradas, a suas famílias e comunidades”, disse Heard.