Sindicato baixa críticas e exalta Tarcísio por contratação de policiais civis

Sindicato dos Delegados de SP diz que nomeação de novos policiais civis pelo governador traz 'excelente expectativa' de recomposição de agentes no Estado

Novo policial civil durante posse na cidade de São Paulo

Novo policial civil durante posse na cidade de São Paulo | Francisco Cepeda/Governo de SP

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) elogiou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) após a posse de 4.017 novos policiais civis nesta sexta-feira, na Capital.

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Ao todo, são 353 novos delegados, 2.208 escrivães, 1.260 investigadores e 196 médicos-legistas nomeados de concursos que tiveram início em 2022. O grupo considerou uma grande conquista para a instituição.

“O Sindicato, dessa forma, parabeniza e enaltece a iniciativa do Governo do Estado de São Paulo, ressaltando que, com o ingresso dos novos policiais civis, haverá expressiva redução da sobrecarga de trabalho que os profissionais da ativa enfrentam no dia a dia e, sem dúvida alguma, grande ganho para a população”, escreveu Jacqueline Valadares, presidente do Sindpesp, que assinou a nota.

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Críticas

O sindicato é um crítico constante do Governo de São Paulo pelo que aponta como defasagem de agentes e de baixos salários em comparação a outras unidades da federação.

Segundo o Sindpesp, desde 2013, dos 41.912 cargos destinados à instituição em todo o Estado, 17.234 estavam vagos, o que representaria 40% da força policial.

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“Com a entrada dos novos policiais civis e o compromisso firmado pelo governador Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), durante a cerimônia de posse – de que até o final deste ano, mais 3,5 mil serão nomeados -, emerge excelente expectativa de recomposição breve dos quadros de pessoal da Polícia Civil de São Paulo”, escreveu ainda a instituição.

Protesto em abril

O Sindpesp protestou contra a exclusão da Polícia Civil na operação Fim da Linha, deflagrada contra empresas suspeitas de ligação com o crime organizado no Estado. A indignação se estendeu a uma declaração do secretário da Segurança Pública paulista, Guilherme Derrite, de que “a Polícia Militar vai assumir o protagonismo do combate ao crime organizado”.

Segundo análise de autoridades e de especialistas da área, a decisão representa usurpação de funções da Polícia Civil, o que pode comprometer, inclusive, a segurança da população. O Sindpesp defendeu o trabalho integrado entre as instituições.

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“As forças de segurança precisam trabalhar em sintonia, harmonia e sinergia no estado de São Paulo. À Polícia Civil cabe o papel de investigar e de promover operações. À PM cabe o trabalho nas ruas, de patrulhamento ostensivo e preventivo. Quando o Estado passa a transferir atribuições da Civil para a Militar, a própria PM fica sem fazer o que, prioritariamente, é de sua alçada”, disse a delegada Jacqueline Valadares, presidente do Sindpesp.

Com a repercussão negativa entre agentes, a gestão Tarcísio recuou e pediu um estudo, com prazo de 45 dias, sobre o tema.