SP registra 5 mil casos de desaparecimento entre janeiro a março de 2023

Ao todo, 50,9% foram registrados no interior do Estado, 28% foram na Capital e 20,7% em cidades da Grande SP

Conforme a SSP, 1.434 pessoas foram dadas como desaparecidas na Capital no primeiro trimestre.

Conforme a SSP, 1.434 pessoas foram dadas como desaparecidas na Capital no primeiro trimestre. | Tânia Rego/Agência Brasil

O estado de São Paulo registrou 5.172 casos de desaparecimento entre janeiro e março deste ano, uma média de 57 desaparecimentos por dia, segundo dados obtidos pela produção da TV Globo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), via Lei de Acesso à Informação (LAI).

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Ao todo, 50,9% foram registrados no interior do Estado, 28% foram na Capital e 20,7% em cidades da Grande SP

Conforme a SSP, 1.434 pessoas foram dadas como desaparecidas na Capital no primeiro trimestre.

Em Guarulhos, foram 141. Já em São Bernardo do Campo foram 94 registros. Os dados ainda apontam que mais 65 pessoas desapareceram em Osasco e 62 em Diadema. Veja abaixo:

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São Paulo: 1.434
Guarulhos: 141
São Bernardo do Campo: 94
Osasco: 65
Diadema: 62

Boletim de ocorrência

A Polícia Civil orienta que os registro do desaparecimento seja feito o mais rápido possível em uma delegacia ou pela internet.

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“Muitas vezes tem a lenda de 24 horas, mas não tem isso. Tem a ver com a rotina da pessoa. Se a pessoa chega todo dia 19h e não vai para outro lugar, não apareceu, já registra a ocorrência. Temos várias situações diferentes. Se a pessoa tem perda de memória, como um idoso, vamos fazer buscas em hospitais, albergues. Se a pessoa saiu para pagamento, eu preciso do nome da operadora, do banco, para verificar. Bilhete Único é importante também podemos fazer levantamento”, disse Bárbara Travassos, delegada titular da Delegacia de Desaparecidos.

Ainda segundo a delegada, é fundamental que não sejam divulgados dados pessoais de desaparecidos para evitar golpes.

“Cada vez mais a gente tem visto familiares, sites e grupos que tentam ajudar as pessoas que têm familiares desaparecidos, mas divulgam dados pessoais. Não divulguem dados pessoais, endereços, telefone, porque as pessoas têm sido vítimas de golpe: golpe do falso sequestro, golpe do pix, do falso acidente. O importante é divulgar dados da prefeitura, do Ministério Público e da Polícia Civil. Encontrou alguém que está desaparecido? Encontrou no metrô? Viu em algum lugar? Ligue para telefones oficiais”, diz.

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A Secretaria de Segurança Pública ressaltou, em nota, que empenha esforços para o rastreio de pessoas desaparecidas em todo o estado, e reforçou que este ano foram localizadas mais de quatro mil pessoas.