Completar 103 anos mantendo autonomia não é comum, mas é algo que Irena Vennesoens conseguiu realizar com sucesso.
Moradora de Antuérpia, na Bélgica, ela atravessou mais de um século com disposição e segue conduzindo a própria vida.
Em fevereiro de 2026, celebrou o aniversário ao lado da irmã Annie, de 96 anos. Quando a viu chegar, emocionou-se por alguns instantes. Logo depois, as duas se abraçaram, como fazem desde sempre.
Independência que impressiona
Irena vive sozinha em seu apartamento dentro de um lar para idosos. Segundo o jornal belga Gazet van Antwerpen, a idosa organiza seus dias sem depender de ajuda constante.
Aos 103 anos, mantém uma rede ativa de amizades e participa da vida social. Não se afasta das conversas nem das notícias e segue interessada nos acontecimentos atuais.
“Ela acompanha os acontecimentos atuais e sabe quem é Trump. Ela ainda consegue ler, não precisa de aparelhos auditivos nem óculos”, diz Carl Verhoeven, filho do falecido companheiro de Irena.
Segredo da longevidade aos 103 anos
Embora caminhe com cautela por receio de quedas, Irena segue ativa. Adaptou o ritmo, mas não abandonou os compromissos que dão sentido aos seus dias.
Em entrevista ao Gazet van Antwerpen, deixou um conselho para quem quer chegar aos 100 anos com saúde:
“Movimente-se, movimente-se, movimente-se. Pratiquei esportes a vida toda: esqui, ginástica, balé. Fui professora de educação física e lecionei até os 85 anos”.
Ela também contou que continua praticando atividades físicas. “Continuo dançando, inclusive agora, com as danças folclóricas aqui no centro comunitário.”
Toda semana, também vai ao restaurante de que mais gosta para jantar com uma amiga, preservando o convívio social.
Estudos científicos indicam que, além do preparo físico, o convívio social tem papel fundamental na saúde mental e na longevidade. A interação frequente com outras pessoas contribui para o bem-estar e pode reduzir riscos associados ao envelhecimento.
Centenários também crescem no Brasil
No Brasil, os centenários também despertam interesse, sobretudo pela diversidade genética da população. A combinação de genes europeus, japoneses, indígenas e africanos é considerada uma das mais variadas do mundo.
Para pesquisadores, a miscigenação pode trazer vantagens biológicas, já que amplia a variabilidade genética e pode favorecer maior resistência a determinadas doenças.


