A South African Airways (SAA), principal companhia aérea da África do Sul, espera fechar 2026 com mais de 80 mil passageiros transportados na rota entre Brasil e África do Sul, uma alta anual de cerca de 15%.
Em entrevista à Gazeta durante a Abav Expo 2026, o Country Manager da SAA no Brasil, Gabriel Gomes, afirmou que a rota também atende passageiros de outras regiões da América do Sul, mas estima que “95% desse tráfego seja de brasileiros”.
A companhia oferece quatro voos semanais diretos de São Paulo para a África do Sul, sem necessidade de conexões.
O número acompanha o crescimento do mercado brasileiro no país africano, que recebeu 63.848 turistas brasileiros em 2025, alta de 28% em relação a 2024, quando foram registradas 49,8 mil chegadas, segundo o Relatório de Turismo do Instituto Nacional de Estatística da África do Sul.
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Turismo de experiência influencia o crescimento
Segundo Gabriel Gomes, a busca por passagens para a África do Sul está relacionada ao crescimento do chamado turismo de experiência.
“A gente está saindo um pouco daquele turismo padrão de Europa, Estados Unidos e até Argentina”, disse ele.
“Cada vez mais vemos um interesse do brasileiro por experiências diferentes e memoráveis. E a África do Sul consegue entregar muito nesse sentido. Por isso, a gente vê um crescimento ano após ano do Brasil”, afirma.
Conforme levantamento da TRVL Lab em parceria com o Sebrae, 86% dos brasileiros já consideram as experiências vividas o principal fator de uma viagem. Ou seja, a simples observação de pontos turísticos não tem tanta importância quanto vivências imersivas e autênticas nos destinos.

Cidades mais buscadas
Na África do Sul não faltam experiências desse tipo.
Cidade do Cabo, capital legislativa do país, possui praias, paisagens naturais, ilhas vulcânicas, esportes aquáticos e uma gastronomia diversificada. A cidade também é conhecida pela Table Mountain e pelas vinícolas da região.
Já em Joanesburgo, maior cidade da África do Sul em número de habitantes, o destaque fica por conta das experiências cosmopolitas, com centros culturais, galerias de arte, restaurantes e pontos históricos como o Museu do Apartheid e Soweto, um dos maiores centros da resistência ao Apartheid.
Além de os destinos serem atraentes, viagens turísticas de brasileiros de até 90 dias não precisam de visto prévio, sendo obrigatório apenas o Certificado Internacional de Vacinação contra a Febre Amarela.
A taxa de câmbio também é favorável. Atualmente, R$ 1 vale cerca de 3,20 Rands Sul-Africano (moeda oficial do país), tornando a viagem mais vantajosa financeiramente.

Mais voos conectam brasileiros à África do Sul
Não foi só a South African Airways que identificou o potencial do mercado brasileiro para o turismo na África do Sul.
Em julho de 2026, a Latam Airlines anunciou a ampliação da sua rota para três voos semanais de São Paulo para a Cidade do Cabo, além dos três voos semanais que já opera para Joanesburgo.
Sobre a concorrência com outras companhias aéreas, o Country Manager da SAA no Brasil avalia o cenário de forma positiva.
“Eu acho ótimo. No final do dia, ter outra companhia vendendo e promovendo o nosso destino e o nosso mercado também é bom para a gente”, declarou Daniel.
“São mais passageiros se interessando, voando para lá, conhecendo o destino e voltando encantados”, disse.
Serviço
Atualmente, a South African Airways oferece quatro voos diretos semanais entre o Brasil e a África do Sul, com partidas do Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU), em São Paulo.
- Joanesburgo (JNB): segundas e quintas-feiras (nove horas de voo)
- Cidade do Cabo (CPT): terças e sábados (sete horas de voo)
Em fevereiro de 2026, a SAA alcançou 16 destinos em países africanos, operados por uma frota de 20 aeronaves.






